- O longa de Lee Sang-il acompanha cinco décadas da relação entre dois irmãos que atuam como onnagata, homens que interpretam papeis femininos no kabuki.
- A história começa nos anos sessenta, em Nagasaki, quando um gangster permite que seu filho se apresente como onnagata; Hanjiro, um ator de kabuki, decide treiná-los na sua companhia ao lado do filho dele.
- Kikuo, vivido por Ryô Yoshizawa, e Shunsuke, de Ryûsei Yokohama, tornam-se famosos, mas o vínculo entre eles é testado quando Hanjiro escolhe o favorito e possível herdeiro, gerando conflitos com Harue (Mitsuki Takahata).
- O filme alterna a narrativa com apresentações de kabuki, incluindo a peça Sagi Musume (Heron Maiden), que explora transformação de dona em mulher e o anseio por delicadeza e beleza.
- Kokuho estreia nos cinemas do Reino Unido a partir de 8 de maio.
Kokuho review: um épico teatral em 50 anos, centrado na rivalidade entre dois irmãos que atuam como onnagata no kabuki. O filme de Lee Sang-il conquistou público japonês, premiados em festivais e uma indicação ao Oscar.
A trama acompanha Kikuo e Shunsuke, filhos de Hanjiro, um renomado ator de kabuki. Hanjiro os treina como onnagata, homens que interpretam papéis femininos, após um ataque de gangue em Nagasaki nos anos 1960.
Kikuo, interpretado por Ryô Yoshizawa, ganha notoriedade, enquanto Shunsuke, de Ryûsei Yokohama, rivaliza. O vínculo entre os irmãos é testado quando Hanjiro favorece o mais jovem, provocando conflitos familiares e profissionais.
Harue, namorada de Kikuo, e a filha dele com uma geisha aparecem entre intrigas de apoiadores corporativos. O elenco alterna entre cenas de kabuki e o drama humano, em meio a ambições e traições.
O filme insere trechos de performances de kabuki com legendas em tela, destacando peças como Sagi Musume, sobre transformação e amor impossível. A disciplina e a entrega à arte são temas centrais.
Análise inicial aponta que a produção enfatiza a disciplina artística e a transformação da dor em beleza, com foco na convivência entre tradição e desejos pessoais. A obra provoca leitura sobre identidade de gênero sem tom opinativo.
Kokuho estreia nos cinemas do Reino Unido em 8 de maio, marcando a primeira divulgação internacional do filme desde o sucesso doméstico. O lançamento internacional reforça o alcance da produção.
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