- Spike Lee defendeu a cinebiografia Michael, afirmando que quem critica o filme por não expor as alegações de abuso está pedindo por outro filme.
- O diretor disse, em entrevista à CNN, que as críticas negativas são injustas e que ele adorou o longa, que retrata a vida de Michael Jackson até 1988.
- Lee afirmou ter assistido ao filme duas vezes desde o lançamento, em 24 de abril, e reiterou que as acusações de 1993 não cabem na cronologia apresentada.
- As denúncias envolviam abuso sexual de uma criança de 13 anos e resultaram em um acordo extrajudicial de cerca de 25 milhões de dólares; o roteiro foi reescrito para não mencionar o acordo nem a vítima.
Spike Lee defende a cinebiografia Michael, após críticas por não expor acusações contra o cantor. Em entrevista à CNN, o diretor afirma que quem reclama do filme está pedindo por outro filme e não pela obra em tela. O longa estreou em 24 de abril.
Lee diz ter assistido ao filme duas vezes e manter o julgamento positivo. Segundo ele, as reações negativas são injustas, e, quando questionado, o cineasta afirma ter gostado do resultado. O tom é de defesa da visão artística adotada.
Michael Jackson, morto em 2009 aos 50 anos, é retratado até 1988 no longa. Críticos apontam a ausência de denúncias de abuso sexual infantil. Lee sustenta que as informações atuais não cabem na cronologia apresentada.
Contexto das denúncias
Em 1993, o artista foi acusado de abuso por uma criança de 13 anos. Um acordo extrajudicial de cerca de 25 milhões de dólares foi firmado com a família da vítima. O filme chegou a considerar a invasão de Neverland como abertura, mas a ideia foi descartada.
A produção precisou reescrever parte do roteiro após a leitura do acordo, que continha cláusulas que impediam a menção à vítima ou à família em obras audiovisuais. O objetivo foi manter o foco na trajetória do artista até o auge de 1988.
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