- A 61ª edição da Bienal de Veneza, que abre neste sábado, enfrenta incertezas após a morte da curadora Koyo Kouoh, aos 57 anos, ocorrido em 2025.
- Kouoh planejava uma mostra chamada “In Minor Keys” e afirmou que não seria apenas uma liturgia sobre eventos mundiais, embora não evitasse questões políticas.
- O júri de prêmios acabou renunciando, após críticas por excluir artistas de países sob investigações do Tribunal Penal Internacional; houve ainda ameaça de ação legal por parte do artista que representa Israel.
- A Fundação Bienal de Veneza, que gerencia o evento, está sob escrutínio do governo italiano e da União Europeia pela participação da Rússia neste ano.
- Em vez de prêmios tradicionais, haverá leões de visitantes — prêmios de popularidade escolhidos pelo público.
O 61º Venice Biennale, maior mostra internacional de arte, chega à abertura pública neste sábado, com clima de incerteza. A curadora indicada é Koyo Kouoh, que morreu no ano passado aos 57 anos, pouco depois de receber diagnóstico de câncer no fígado. A equipe permanece para realizar a mostra com a visão que Kouoh idealizou.
A edição reúne artistas de quase 100 países, mas deixou de ser uma competição tradicional. Na semana passada, o júri de prêmios apresentou renúncia após críticas à decisão de excluir artistas de países cujos líderes estavam sob investigações do Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade. Um dos representantes legais também ameaçou ação. A premiação será substituída por prêmios de popularidade votados pelos visitantes.
A Fundação Biennale de Veneza, responsável pela organização, tem enfrentado escrutínio do governo italiano e da União Europeia. O foco é a decisão de manter a participação da Rússia na edição deste ano, alvo de controvérsia internacional.
Quem é responsável pela curadoria desta edição? Em dezembro de 2024, a Fundação Biennale anunciou que Kouoh conduziria a mostra central da 61ª edição. Natural de Camarões, teve juventude na Suíça e foi a primeira mulher africana selecionada para a direção do evento.
Na declaração curatorial original, intitulada “In Minor Keys”, Kouoh afirmou que a mostra não seria apenas uma crônica de acontecimentos mundiais, embora não evitasse a política. A leitura pretendida para a exposição combinaria reflexão estética com debates sociais.
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