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O Homem Decomposto explora ansiedade e isolamento tecnológico

Espetáculo de Matéi Visniec discute ansiedade e isolamento em rede; montagem de Ary Coslov chega ao Sesc Pinheiros, em SP, evidenciando decomposição ética contemporânea

Em cena, Andrea Dantas, Dani Barros, Júnior Vieira, Marcelo Aquino e Mario Borges
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  • O espetáculo “O Homem Decomposto”, dirigido por Ary Coslov, chega ao Sesc Pinheiros, em São Paulo, no dia sete de maio.
  • A peça é baseada no texto original de Matéi Visniec, escrito em mil novecentos noventa e quatro, e chega à cidade em montagem que utiliza 14 das 24 cenas originais.
  • A encenação funciona como um conjunto de monadas (fragmentos independentes) que formam um retrato social distópico sobre ansiedade e isolamento na era digital.
  • O elenco é liderado por Dani Barros e inclui Andrea Dantas, Júnior Vieira, Marcelo Aquino e Mario Borges, com duração de cerca de setenta e cinco minutos.
  • A montagem aborda temas como comunicação falha, biopolítica e a desconexão humana, em tom de comédia dramática fragmentada.

O espetáculo O Homem Decomposto chega ao Sesc Pinheiros, em São Paulo, no dia 7 de maio. A peça relembra o texto de Matéi Visniec, escrito em 1994, em uma leitura atual da ansiedade e do isolamento tecnológico.

Dirigida por Ary Coslov, a montagem seleciona 14 das 24 cenas originais para compor uma comédia dramática fragmentada. A proposta é mostrar a falência da comunicação humana na era das redes.

O projeto chega após temporada no Rio de Janeiro, onde recebeu indicações ao Prêmio APTR 2026 para Dani Barros e Marcelo Aquino. A encenação promete ritmo vertiginoso e imagens que perturbam.

Origens e proposta estética

O texto nasceu sob o título Teatro Decomposto, também conhecido como O Homem-Lixo. Visniec cria um conjunto de monadas que formam um mosaico social distópico, sem linearidade narrativa.

Coslov comenta que o resultado parece contemporâneo, com cenas que abordam neuroses, violência e conflitos. O diretor ressalta a lucidez perturbadora do autor.

A concepção cênica aposta em uma cenografia mínima, luz de Aurélio de Simoni e um jogo de movimentos que amarra as cenas. A dinâmica busca refletir o isolamento digital.

Elenco e temas centrais

No elenco, Dani Barros é figurinha central ao lado de Andrea Dantas, Júnior Vieira, Marcelo Aquino e Mario Borges. Juntos, conduzem 75 minutos de apresentação.

A peça expõe metáforas sobre biopolítica e controle social, incluindo cenas em que pessoas ficam isoladas por barreiras invisíveis e uma alegoria de lavagem cerebral.

A leitura de Visniec, traduzida por Luiza Jatobá, reforça a crítica à descartabilidade dos laços humanos. A obra convoca o público a encarar a decomposição ética da modernidade.

O Homem Decomposto permanece em cartaz no Sesc Pinheiros, mantendo o foco na desconstrução da identidade humana frente ao excesso de informação e às relações mediadas pela tecnologia.

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