- Território acompanha a primeira campanha eleitoral de Geraldo, liderança comunitária do M’Boi Mirim, para a Câmara Municipal de São Paulo, em filme de Telma Hoyler.
- A pré-estreia ocorre em 7 de maio no Cine Bijou; ingressos esgotaram; debate após a sessão com a diretora e Bianca Tavolari.
- O longa, com cerca de 90 minutos, integra a seleção oficial do Festival Internacional de Cinema de Buenos Aires (BUEIFF) e foi gravado entre março e dezembro de 2024.
- O filme explora a relação entre religião, mídias digitais e democracia, mostrando como esses elementos moldam laços políticos no M’Boi Mirim, região que inclui Jardim Ângela e Jardim São Luís.
- Hoyler relata que o projeto nasceu da sua pesquisa de doutoramento sobre mobilização política de base territorial em São Paulo e ganhou novos personagens durante as gravações, ampliando o foco além da campanha.
Território, um longa-documental ambientado no M’Boi Mirim, acompanha a construção da primeira campanha eleitoral de Geraldo, líder comunitário da zona sul de São Paulo, para a Câmara Municipal. O filme estreia como obra de Telma Hoyler, pesquisadora do Centro de Estudos da Metrópole (CEM), com pré-estreia marcada para esta quinta-feira, 7, no Cine Bijou, no centro da capital. Os ingressos se esgotaram dias antes.
A obra tem duração de cerca de 90 minutos e integra a seleção oficial da 15ª edição do Festival Internacional de Cinema de Buenos Aires (BUEIFF). O documentário foca nas dificuldades de Geraldo para se adaptar aos meios digitais de comunicação e aborda a relação entre religião, mídias digitais e democracia na região.
Gravado entre março e dezembro de 2024, Território nasce como desdobramento da tese de doutoramento de Hoyler, orientada por Eduardo Marques. A pesquisa analisou a mobilização política de base territorial em São Paulo, com a região do M’Boi Mirim como campo de estudo. A diretora relata que o projeto ganhou contornos inesperados durante as filmagens, com a presença de novos personagens.
Sobre o filme
Durante as gravações, a narrativa passou a incorporar debates em barbearias, mobilização de porta em porta e o papel de várias igrejas evangélicas locais. Hoyler descreve o filme como uma via de divulgação científica e de diálogo com o público, ampliando o alcance da pesquisa acadêmica.
A diretora ressalta que o filme também busca abrir espaço para a conversa entre universidade e sociedade. Ela enfatiza a necessidade de repensar o financiamento da comunicação científica de forma mais séria e dedicada. Posteriormente ao lançamento, haverá debate com Telma Hoyler e Bianca Tavolari, docente da FGV, após a sessão de exibição.
Para acompanhar futuras exibições de Território, o público pode consultar o site do filme ou as redes sociais da diretora.
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