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Filme “Nino de Sexta a Segunda” propõe refazer Cléo das 5 às 7

Filme propõe refazer a jornada de Cléo, acompanhando Nino até o início da quimioterapia na segunda-feira

O ator Théodore Pellerin em cena do filme 'Nino de Sexta a Segunda'
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  • O filme acompanha Nino, jovem que recebe diagnóstico de câncer e tem três dias para se preparar para o início do tratamento, que começará na segunda-feira.
  • A história ocorre de sexta a segunda, seguindo o cotidiano do personagem desde perder a chave de casa até eventuais encontros e deslocamentos pela cidade.
  • A médica informa que não há metástase e que as sessões de quimioterapia devem resolver o problema.
  • A produção não busca o mesmo peso emocional do clássico Cléo das 5 às 7, privilegiando o registro do cotidiano em ambientes fechados e noturnos.
  • O filme levanta a ideia de que o momento é menos sobre se haverá câncer, e mais sobre quando ele acontece, destacando a delicadeza da doença mesmo sem fatalidade iminente.

Nino de Sexta a Segunda acompanha a trajetória de Nino, um jovem que recebe o diagnóstico de câncer na sexta-feira e tem até segunda para iniciar o tratamento. O filme propõe manter o foco no cotidiano do personagem, em ambientes fechados e noturnos, sem recorrer a grandes dramas.

A direção é de Pauline Loquès, que busca uma narrativa contida, sem buscar comovimentos excessivos. O médico informa que o tratamento começa na segunda-feira e que não há metástase. Mesmo assim, o personagem encara uma série de contratempos e encontros que compõem o enredo.

Nino é vivido pelo ator Théodore Pellerin. A trama se desenrola em episódios de perda de objetos, visitas à família e encontros com amigos, que ajudam a moldar a percepção do paciente sobre a doença e a finitude.

O filme faz referência ao clássico Cléo das 5 às 7, de Agnès Varda, ao acompanhar, em tempo real, a experiência de uma jovem diante do diagnóstico. No entanto, a comparação revela diferenças de abordagem entre as obras.

Comparação com Cléo das 5 às 7

Em Cléo, o tempo da narrativa quase se confunde com o tempo da vida, em uma Paris que se revela pela lente da diretora. Em Nino, a rotina centrada no cotidiano do protagonista ganha peso, com menos elementos de cinema-ensaio e mais foco no dia a dia.

A produção mantém o tom contido, alternando momentos de tensão com passagens mais ordinárias. A produção privilegia cenários interiores e luzes noturnas para sustentar a atmosfera de espera e questionamento.

A recepção inicial aponta para uma reflexão sobre a experiência do câncer na vida cotidiana. O filme não busca grandes reviravoltas, mas oferece uma visão próxima do impacto emocional do diagnóstico e do início do tratamento.

Assim, Nino de Sexta a Segunda propõe uma leitura na qual o câncer deixa de ser apenas um conceito clínico para ocupar o cotidiano do personagem, revelando a tensão entre normalidade e fragilidade.

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