- Novo documentário de Cannes 2026, Che Guevara: Os Últimos Companheiros, reúne a história de três sobreviventes de Guevara: Pombo, Urbano e Benigno.
- O filme mescla entrevistas, imagens de arquivo na Bolívia e animações para contar a trajetória dos companheiros que seguiram lutando após a morte de Che Guevara em outubro de 1967.
- Os três protagonistas enfrentaram mais de quatro mil soldados bolivianos, percorreram cerca de dois mil quatrocentos quilômetros e enfrentaram fome, sede e ferimentos ao longo de cinco meses.
- Dirigido por Christophe Dimitri Réveille, o documentário traz depoimentos dos sobreviventes, com foco em suas motivações e memórias.
- Urbano é o único dos três que ainda vive, servindo como testemunha do relato, apresentado na seção de exibições especiais do festival.
Um novo documentário estreia no Festival de Cannes 2026 e revela a história dos últimos companheiros de Che Guevara que sobreviveram à sua morte. O filme apresenta entrevistas com três sobreviventes e imagens de arquivo na Bolívia.
Dirigido por Christophe Dimitri Réveille, o filme Che Guevara: Os Últimos Companheiros conta a trajetória de Pombo, Urbano e Benigno, que conviveram com Guevara e resistiram a mais de 4 mil militares bolivianos em quase 2.400 quilômetros de marcha. A obra utiliza ainda animações para reforçar as cenas.
A narrativa parte do momento em que Guevara é morto, em outubro de 1967, em uma escola de vilarejo na Bolívia. Os três sobreviventes se mantêm ocultos enquanto helicópteros rondam a região, prometendo continuar a luta.
Pombo é Harry Villegas, leal tenente de Guevara; Urbano é Leonardo Tamayo Núñez, filho de camponês que atuou como mensageiro e é o único vivo na estreia; Benigno é Daniel Alarcón Ramírez, camponês que teve a esposa assassinada diante dele e assume posição de capitão no exército rebelde.
O documentário acompanha cinco meses de fuga dos protagonistas, que enfrentam fome, sede e ferimentos. A produção mescla entrevistas, imagens de arquivo e cenas animadas para ampliar o impacto dramático.
Em entrevista concedida durante a produção, Réveille comentou sobre a origem do projeto e o interesse por protagonistas pouco explorados: pessoas que ficaram à margem das grandes narrativas históricas.
O cineasta descreveu o trabalho como um mergulho em trajetórias individuais para entender revoluções. A produção levou cerca de 20 anos até reunir os relatos e realizar o filme, apresentado na seção de exibições especiais do festival.
Entre na conversa da comunidade