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Cinema de rua em Belém volta a funcionar após restauração histórica

Cine Olympia, um dos cinemas de rua mais antigos do Brasil, reabre em Belém no segundo semestre após restauração de 16 milhões e modernização

Fachada do Cine Olympia, em Belém, um dos mais antigos cinemas de rua do Brasil
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  • Cine Olympia, um dos mais antigos cinemas de rua, reabre em Belém no segundo semestre após seis anos fechado.
  • Inaugurado em 1912, o espaço terá 255 poltronas, climatização e móveis originais restaurados.
  • O projeto inclui bar envidraçado e uma sala de memória com peças históricas, como um projetor antigo e um piano de 1913.
  • A restauração, já com cerca de 80% concluída, teve custo de R$ 16 milhões e foi financiada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, com aporte do BNDES, Instituto Vale e Banco da Amazônia; a Prefeitura atua como gestora.
  • Arcos originais da fachada e das laterais foram preservados e ajustados para manter traços neoclássicos; o Iphan acompanhou o processo.

O Cine Olympia, um dos cinemas de rua mais antigos de Belém, deve reabrir no segundo semestre após seis anos fechado. A restauração, conduzida com acompanhamento técnico do IPHAN, retomou 80% das obras e preserva elementos originais da construção de 1912.

A sala ganhará climatização, 255 poltronas e terá piso, paredes e forros acústicos reformulados. Um bar envidraçado permitirá observar a sessão sem impactar a projeção, e haverá uma sala de memória com peças históricas, como um projetor de 1913 e um piano da era do cinema mudo.

A obra custou 16 milhões de reais, financiados via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Os aportes vieram do BNDES, Instituto Vale e Banco da Amazônia, com a Prefeitura de Belém atuando como parceira institucional e gestora do espaço.

História e relevância do Olympia

Inaugurado em 24 de abril de 1912, o Olympia já exibiu filmes estrangeiros antes de outras cidades brasileiras e era ponto de encontro de diferentes segmentos da sociedade de Belém. Na retomada, o cinema mantém o foco em cinema nacional e em produções fora do circuito comercial, diferente dos complexes de shopping.

“Os arcos originais da fachada foram redescobertos durante a restauração, o que exigiu ajustes técnicos no projeto”, explica a arquiteta Mariana Victor, do Instituto Pedra, responsável pela obra. A equipe busca preservar as características neoclássicas do edifício, típico do início do século XX.

Entre as memórias da época, destacam-se sessões com música ao vivo e a presença de produtores, intelectuais e público diversificado, que consolidaram o Olympia como referência cultural. O espaço funcionou sob gestão privada por décadas até ser assumido pela prefeitura em 2006.

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