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Como surgiu a icônica cena do suéter azul em O Diabo Veste Prada

Bastidores da cena icônica com o suéter azul-cerúleo: Meryl Streep influenciou a estética; o retorno de O Diabo Veste Prada 2 amplia impacto na moda e nas carreiras.

O icônico suéter cerúleo usado por Andy Sachs em 'O Diabo Veste Prada'
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  • A roteirista Aline Brosh Mckenna e o diretor David Frankel contam à Vogue Brasil os bastidores da cena icônica do suéter azul-cerúleo em O Diabo Veste Prada, destacando a escolha de Meryl Streep.
  • Streep teria escolhido o tom cerúleo entre três opções de azul, preparando o objetivo de mostrar como objetos e estética chegam aos itens do dia a dia.
  • A cena é pensada como uma ária de ópera, com a narrativa forte o bastante para prender o público sem depender de reviravoltas.
  • Frankel comenta que Streep tinha o instinto de vestir uma modelo durante o discurso, criando energia durante toda a projeção.
  • Os dois também falam sobre a relação com moda e jornalismo, lembrando a própria experiência e o impacto do filme nas suas carreiras e na recepção em Nova York, 20 anos após o lançamento.

O Diabo Veste Prada 2 retorna aos cinemas após 20 anos, trazendo de volta a icônica cena do suéter azul-cerúleo usado por Andy Sachs. A reinserção da peça acompanha o relançamento da sequência, com foco nos bastidores da produção e na influência de Meryl Streep, que interpreta Miranda Priestly. A entrevista com os autores e a figurinista está disponível em formato de vídeo.

A trilha de bastidores revela como a ideia da cena foi desenvolvida pela roteirista Aline Brosh McKenna e pelo diretor David Frankel. O objetivo era mostrar o papel de árbitros da moda em decisões que moldam estilos, desde criadores até itens cotidianos como calçados e roupas usadas pela protagonista.

Bastidores da cena icônica

Entre as opções de azul sugeridas pela autora, Streep escolheu o tom cerúleo, com distinções sutis entre tons como azul-celeste e lápis-lazúli. A escolha da atriz é apresentada como parte de uma visão maior da narrativa, que a roteirista descreve como uma ária que sustenta a história sem reviravoltas abruptas.

O diretor comenta que a cena ganha energia ao perceber que a personagem discursa enquanto a editora está ocupada com o discurso, reforçando o movimento da narrativa. Esse recurso, segundo os responsáveis pela produção, cria suspense e dinamismo sem depender de mudanças repentinas.

Os relatos também destacam o vínculo dos envolvidos com o jornalismo e a moda. McKenna já escreveu para a revista George e forjou uma carreira ligada às artes visuais, enquanto Frankel tem experiência com Esquire e Cinema. A dupla enfatiza a importância de manter o tom informativo e neutro ao retratar o tema.

Frankel relembra a recepção do público e o impacto do filme na carreira de ambos. McKenna ressalta que o projeto foi decisivo para consolidar sua participação em produções de estúdio, além de permitir que seus pais acompanhassem de forma orgulhosa o avanço de sua trajetória.

No retorno aos sets, o clima em Nova York foi descrito como caloroso, com adesão da comunidade à produção e participação de fãs nas ruas. A entrevista na íntegra está disponível no vídeo citado pela equipe de produção.

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