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Artista provoca debate na Bienal de Veneza entre emoção e repulsa

Bienal de Veneza: instalação Sea World de Florentina Holzinger usa sino gigante, jet ski na piscina e aquário com filtrado para alertar sobre crise climática

Florentina Holzinger (Jean-Christophe Bott/EFE)
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  • A Bienal de Veneza teve uma das performances mais comentadas no pavilhão da Áustria, com a artista Florentina Holzinger.
  • Ela ficou pendurada de cabeça para baixo dentro de um sino gigante de bronze, fazendo o badalo tocar com o próprio corpo.
  • A instalação Sea World alerta para a crise climática e seus desastres ambientais, usando o sino como aviso coletivo.
  • Em outra exibição, um jet ski é pilotado dentro de uma piscina instalada na sala, gerando grandes ondas e barulho elevado.
  • Em uma terceira parte, uma pessoa fica submersa em um aquário gigante com urina filtrada de visitantes que usaram dois banheiros químicos acoplados à instalação.

Durante o primeiro fim de semana da Bienal de Veneza, o pavilhão da Áustria apresentou a performance da artista Florentina Holzinger. Ela ficou pendurada de cabeça para baixo dentro de um sino de bronze, acionando o instrumento com o próprio corpo.

A instalação Sea World aborda a crise climática e suas consequências. Em uma exibição, um jet ski percorre uma piscina dentro da sala, gerando grandes ondas e ruídos intensos. Em outra, uma pessoa permanece submersa em um aquário gigante com urina filtrada de visitantes, coletada em dois banheiros químicos acoplados ao conjunto.

Outra parte da obra chama atenção pelo uso de ambientes fechados e sons altos, que reforçam a sensação de caos provocado por desastres ambientais. Holzinger é reconhecida por obras que desafiam padrões e exploram nudez, religião, poder e temas contemporâneos.

Detalhes da instalação Sea World

A produção busca provocar reflexão sobre impactos climáticos e respostas sociais, por meio de imagens extremas e performances corporais. A artista destaca que a obra atua como aviso simbólico sobre vulnerabilidade humana diante de mudanças extremas.

Holzinger, que trabalha com coreografia e direção, tem histórico de trabalhos controversos e premiados. A Bienal de Veneza segue com a mostra, reunindo artistas que exploram formatos desafiadores para o público.

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