- Dois funcionários da delegacia do condado de Miami-Dade processaram Matt Damon e Ben Affleck, alegando que a atuação deles em The Rip retrata os agentes como “policiais sujos.
- A ação, movida em 6 de maio na Justiça federal da Flórida por Jonathan Santana e Jason Smith, busca danos por difamação contra a Artists Equity, empresa produtora dos atores.
- The Rip dramatiza uma batida de drogas de 2016 em uma residência em Miami Lakes, na qual foram recuperados 24 milhões de dólares em dinheiro, distribuídos em 24 baldes escondidos atrás de paredes.
- Os defensores afirmam que o filme, disponível na Netflix, apresenta os oficiais de forma negativa, apesar de os nomes e cenários serem ficcionais e haver um aviso de dramatização.
- A ação acompanha declarações de que, se alguém foi pago pela história, deveriam ser remunerados como consultores; a defesa nega as acusações e ressalta que o filme usa nomes e enredos ficcionais.
Dois oficiais da prefeitura de Miami-Dade entraram com uma ação de difamação contra Matt Damon e Ben Affleck, acusando a atuação dos atores no filme The Rip de retratá-los como policiais incorretos. O processo foi protocolado em 6 de maio em uma corte federal da Flórida. A acusação envolve suposta difamação pela produção da empresa Artists Equity. O filme é uma dramatização de uma operação de drogas ocorrida em 2016 em uma residência privada em Miami Lakes.
Santana e Smith afirmam que a obra retrata os agentes como envolvidos em conduta policial inadequada, o que prejudica a reputação pessoal e profissional. O litígio busca danos por difamação e também aponta que os atores poderiam ter recebido remuneração como consultores na produção. O caso envolve a mudança institucional da polícia local, que passou a ser a sheriff’s office em janeiro de 2025.
The Rip, lançado pela Netflix, apresenta uma narrativa de tentação e confiança diante de um montante expressivo de dinheiro deixado sob custódia de uma equipe de narcóticos. O filme utiliza nomes, cenários e enredos ficcionais, conforme advertência no material promocional. Mesmo sem menção nominal aos réus no filme, a defesa dos demandantes sustenta que a semelhança com pessoas reais é suficientemente próxima para sustentar o processo.
Detalhes do caso
A operação de 2016 resultou na apreensão de 24 buckets com um total de US$ 24 milhões, escondidos atrás de drywall em uma residência de Miami Lakes. A apreensão foi a maior já registrada pelo então departamento de polícia de Miami-Dade, que mais tarde passou a funcionar como sheriff’s office. A narrativa do filme acompanha a apropriação do dinheiro sem supervisão direta de autoridades.
Autoridades locais haviam criticado publicamente a escolha de ambientar a cena da batida na cidade de Hialeah, em vez do local exato da casa de drogas. O prefeito de Hialeah, Bryan Calvo, afirmou que a obra é ficção, embora tenha considerado ofensiva a representação para os profissionais da polícia local. Calvo ressaltou a distinção entre ficção cinematográfica e trabalho de defesa dos moradores.
Posição das partes
A defesa de Santana e Smith apudiu que a produção foi notificada e que a empresa nega as alegações de difamação, conforme relatório divulgado pela imprensa local. A representada Artists Equity recebeu versão contraditória, com informações de que o filme recorre a nomes fictícios e que a própria produção envolve um aviso de dramatização. O material não cita nomes reais nos créditos de personagens.
Especialistas em direito de imprensa afirmam que, para sustentar difamação, é necessário estabelecer que a representação é suficientemente próxima de uma pessoa real que a audiência a identifique como tal. O caso permanece em estágio inicial, sem decisões judiciais definitivas. Netflix não é parte do processo, embora tenha distribuído o filme.
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