- A edição de 2026 do Festival de Cannes traz presença limitada de Hollywood e do Brasil, com poucas estreias de grandes estúdios e foco maior em cinema de autor.
- Na competição oficial, aparecem apenas dois títulos americanos: The Man I Love (Ira Sachs) e Paper Tiger (James Gray), este último com produção brasileira pela RT Features, de Rodrigo Teixeira.
- Além da competição, Hollywood aparece em outras sessões: Andy Garcia e John Travolta apresentam projetos fora da disputa, e Steven Soderbergh exibe John Lennon: The Last Interview; Ron Howard participa com Avedon.
- Coproduções brasileiras ganham espaço: La Perra, com Selton Mello, integra a Quinzena dos Realizadores; Elefantes na Névoa é coprodução brasileira; Seis Meses no Edifício Rosa e Azul também envolve o Brasil; Groundswell traz Demi Moore e Woody Harrelson.
- O festival investe em cinema de autor, com La Vénus Électrique abrindo o evento; no leilão da Palma de Ouro, concorrem Almodóvar e Farhadi; o júri é presidido por Park Chan-wook, com mentores como Demi Moore, Stellan Skarsgård e Chloé Zhao, além de homenagens previstas a Barbra Streisand e Peter Jackson.
O Festival de Cannes 2026 começa com presença reduzida de Hollywood e do Brasil, sinalizando mudanças na composição das perguntas de mercado para o evento. A seleção privilegia nomes consagrados do cinema autoral, como Pedro Almodóvar e Asghar Farhadi, em uma edição marcada pela menor participação de grandes estúdios.
À vista estão poucas estreias de peso vindas de Hollywood, com exceção de uma exibição especial de Velozes e Furiosos. Analistas apontam receio de recepção morna que possa prejudicar bilheterias futuras, em especial após a performance de títulos anteriores.
O festival, que começa nesta terça-feira, 12, mantém foco internacional, priorizando cinema de autor e coproduções. Steven Soderbergh estreia John Lennon: The Last Interview, enquanto Ron Howard traz Avedon, doc sobre o fotografo Richard Avedon.
O que está em competição e quem está no festival
Na competição oficial de Cannes 2026, dois títulos aparecem em destaque: The Man I Love, de Ira Sachs, com Rami Malek, e Paper Tiger, de James Gray, com Scarlett Johansson e Adam Driver. A coprodução brasileira RT Features participa da produção de Paper Tiger.
Hollywood volta ao festival com presença indireta em outras seções. Andy Garcia exibe Diamond fora da competição, e John Travolta leva Propeller One-Way Night Coach, também em participação não competitiva. Ambos atuam, dirigem e escrevem parte dos projetos.
O cinema brasileiro figura amplamente nas coproduções. La Perra, dirigido por Dominga Sotomayor, tem produção da RT Features com Selton Mello no elenco. Além disso, Elefantes na Névoa integra a lista de coproduções nacionais na seleção.
Coproduções e destaques de filmes e autores
Seis Meses no Edifício Rosa e Azul integra a Semana da Crítica com coprodução brasileira via Desvia Filmes. Ground swell, documentário com Demi Moore e Woody Harrelson, também entra na linha de coproduções, com cenas gravadas no Brasil.
Entre os nomes que representam o cinema de autor no palácio, aparecem Pedro Almodóvar com Natal Amargo, e Asghar Farhadi com Parallel Tales, este último seu primeiro filme em cinco anos. Ryusuke Hamaguchi retorna com All of a Sudden, falado em francês.
Hirokazu Kore-eda apresenta Sheep in a Box, enquanto Paweł Pawlikowski aposta em Fatherland. Cristian Mungiu traz Fjord, com elenco liderado por Sebastian Stan e Renate Reinsve, tema sobre pressão social numa cidade norueguesa.
Perspectivas e homenagens
O Cannes 2026 é visto como impulso para a temporada de premiações, ainda que a distribuição de prêmios da competição dependa do júri, presidido por Park Chan-wook. Demi Moore, Stellan Skarsgård e Chloé Zhao integram o corpo de jurados.
A edição ainda prestará Palma de Ouro honorária a Barbra Streisand e Peter Jackson, reforçando a presença de personalidades históricas do cinema. A programação enfatiza filmes de autor e contribuições brasileiras à indústria cinematográfica internacional.
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