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Juliette Binoche diz que ataque na adolescência inspirou estreia como diretora

Juliette Binoche transforma trauma em arte: documentário mostra o processo criativo e a vulnerabilidade ao explorar a dança contemporânea com Akram Khan

Juliette Binoche.
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  • Juliette Binoche estreia como diretora com o documentário In-I In Motion, que acompanha sua imersão na dança contemporânea com Akram Khan.
  • O filme mostra seis meses de ensaios intensos e momentos de vulnerabilidade emocional, com cenas de alto desgaste físico durante as performances.
  • A obra nasceu de uma memória de infância: Binoche lembra o momento em que foi assediada e estrangulada, que inspirou o clímax da produção.
  • In-I In Motion teve première em Londres, em 2007, e a atriz reuniu material de mais de duzentas horas de ensaios para a montagem final de duas horas.
  • O lançamento acontece em 3 de junho na França, com estreias previstas no Reino Unido, nos Estados Unidos e na Austrália em seguida.

Juliette Binoche estreia como diretora com In-I In Motion, um documentário que acompanha seus meses de treinamento de dança ao lado do bailarino Akram Khan. A obra mergulha na criação artística e nas buscas de sentido na relação entre dois artistas, sem glamourização.

O filme, apresentado em Nova York no MoMA, mostra Binoche em processo de criação durante seis meses de ensaios intensos. A câmera documenta momentos de vulnerabilidade, suor e repetição que definem a preparação para as performances de Khan e Binoche.

In-I In Motion já havia sido encenado como espetáculo de dança em Londres, em 2007, e percorreu mais de 100 apresentações. Binoche reuniu mais de 200 horas de material filmado pela irmã Marion Stalens para transformar em filme de duas horas.

A relação entre Binoche e Khan é construída a partir de conversas terapêuticas com a professora Susan Batson e de orientações de movimento de Su-Man Hsu. O resultado envolve cenas de intimidade e uma coreografia que fricciona limites físicos.

O documentário também aborda lembranças traumáticas da atriz. Em uma das cenas, Binoche relembra ter sido agredida quando jovem e relata ter invocado uma encenação de violência durante a gravação de uma sequência de aperto de pescoço, buscando veracidade na emoção.

Binoche comenta a experiência de dirigir pela primeira vez, destacando a importância do sentimento e da intuição no processo criativo. Ela afirma que a obra se distancia de estratégias convencionais de cinema e do pink carpet.

Questionamentos sobre autenticidade e tecnologia aparecem ao longo da entrevista. A atriz pondera sobre o papel da inteligência artificial na indústria, mantendo o foco na experiência humana da criação artística.

Entre os projetos atuais, Binoche prepara a atuação em Queen at Sea, drama sobre dementia, e retorna à França para filmar North Loire, thriller dirigido por Antoine Chevrollier. Ela segue buscando transformações em seus trabalhos.

In-I In Motion chega aos cinemas na França em 3 de junho, com estreia prevista no Reino Unido, EUA e Austrália em datas posteriores. A produção marca o amadurecimento de Binoche como diretora e intérprete em terrenos pouco conhecidos.

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