- Tatiana Leite volta a Cannes em 2026 com o longa Elefantes na Névoa, selecionado para a mostra Un Certain Regard (Um Certo Olhar).
- A produção é da Bubbles Project e o filme é dirigido por Abinash Bikram Shah, em seu primeiro longa‑metragem, rodado em Nepal.
- A história acompanha Pirati, líder de uma comunidade Kinnar, após o desaparecimento de uma filha, em formato de investigação com foco em temas sociais e íntimos.
- O filme é coproduzido por Nepal, Alemanha, Brasil, França e Noruega, marcando continuidade da relação entre a produtora e festivais internacionais.
- Enquanto Elefantes na Névoa chega à estreia mundial, O Riso e a Faca ganha sessão de lançamento no Brasil, após passagem por Cannes no ano anterior e premiado atuação de Cleo Diára.
Tatiana Leite volta a Cannes em 2026 com o longa Elefantes na Névoa, selecionado para a mostra Un Certain Regard. A produção é da Bubbles Project, empresa criada pela brasileira que permanece ativa na curadoria de vozes autorais.
O filme é dirigido por Abinash Bikram Shah, em seu primeiro longa, e coproduzido por Nepal, Alemanha, Brasil, França e Noruega. A narrativa se passa em um vilarejo nepaleses, próximo a uma floresta de elefantes, e acompanha Pirati, líder de uma comunidade Kinnar, após o desaparecimento de uma filha.
A produção sinaliza a continuidade de parcerias internacionais da Bubbles Project. Em 2025, a empresa integrou a mesma mostra com O Riso e a Faca, premiado em Cannes, e agora retoma a presença com estreia mundial prevista na Croisette. O Riso e a Faca inicia, ainda, trajetória no Brasil.
A empresa destaca que a Un Certain Regard valoriza propostas autorais ousadas já amadurecidas esteticamente, em contraste com a competição oficial. Nesse cenário, Elefantes na Névoa se insere como projeto que dialoga com cinemas de linguagem singular.
O Riso e a Faca, por sua vez, chega aos cinemas brasileiros, ampliando o alcance da coprodução. O enredo acompanha Sérgio, engenheiro ambiental, em uma grande cidade da África Ocidental, em uma missão de avaliação de uma estrada entre deserto e selva. Diára e Gui compõem a relação central observada pela narrativa.
As imagens capturadas por Ivo Lopes Araújo, fotógrafo brasileiro, conferem densidade visual ao percurso que cruza Guiné-Bissau e o deserto da Mauritânia. O filme dura três horas e meia, e é reconhecido pela ambição formal e pela experiência imersiva proporcionada aos espectadores.
Novos filmes
Entre os projetos em desenvolvimento, a Bubbles Project trabalha numa produção inicialmente portuguesa, baseada em Os Sertões, de Euclides da Cunha. A parceria envolve a brasileira Matizar Filmes e coproduções com França, Itália e Holanda, com filmagens em Canudos, território histórico da obra.
Outro projeto envolve Benjamín Naishtat, diretor de Puan, com filmagens previstas em Buenos Aires. A coprodução reúne Brasil, Argentina e França e marca novo longa do cineasta argentino.
Há também um primeiro longa venezuelano, Meninos Banhando-se no Lago, ambientado em Maracaibo, coproduzido com Brasil, França, Alemanha e Chile. Além disso, Debaixo do Embondeiro, de Valentina Homem, deve trazer imagens de Moçambique, alinhando documental híbrido.
Conclui-se com o envolvimento de Jean da Costa, em novo filme coproduzido entre Brasil e França, ampliando a atuação da Bubbles Project em territórios diversos.
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