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Cannes começa sem filme brasileiro e mira no Oscar

Festival de Cannes começa sem filme brasileiro; novas regras do Oscar tornam Palma de Ouro elegível ao melhor filme internacional, se metade for não inglês

Festival e Cannes, na França, durante edição de 2021 (Stephane Cardinale - Corbis/Corbis/Getty Images)
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  • O Festival de Cannes começa em 12, em Cannes, França, com mudanças que tornam o filme vencedor da Palma de Ouro automaticamente elegível ao Oscar de melhor filme internacional, desde que pelo menos metade da duração seja em língua não inglesa.
  • O Brasil ficou fora da competição principal; a participação nacional foi simbólica com Selton Mello no elenco do filme chileno La Perra, na mostra paralela Quinzena dos Realizadores.
  • Dentre os títulos em disputa, destacam-se Natal Amargo, de Pedro Almodóvar; Histoires Parallèles, de Asghar Farhadi; Sheep in the Box, de Hirokazu Kore-eda; All of Sudden, de Ryusuke Hamaguchi; Fjord, de Cristian Mungiu.
  • A regra antiga do Oscar permanece: cada país pode apresentar um representante, mas é preciso repercussão em festivais ou plataformas para ter chances de indicação.
  • As novas diretrizes permitem concorrer se um filme vencer o prêmio principal em festivais como Berlim, Busan, Cannes, Sundance, Toronto ou Veneza, mantendo portas abertas para o Brasil em 2027 caso haja esse tipo de vitória ou repercussão.

O Festival de Cannes, que começa em 12 de maio na França, traz mudanças relevantes para o Oscar. A Palma de Ouro pode tornar o vencedor elegível ao melhor filme internacional no próximo ciclo, desde que metade da duração seja em língua não inglesa. A nova regra foi divulgada pela Academia de Hollywood.

Ainda sem filmes brasileiros na competição oficial, o país aparece na programação apenas de forma simbólica. Selton Mello integra o elenco do chileno La Perra, em Quinzena dos Realizadores, mostra paralela que acompanha vinhos e novidades do cinema mundial.

Os filmes mais esperados de Cannes 2026 já chamam a atenção. O novo trabalho de Pedro Almodóvar, Natal Amargo, foca um cineasta em processo criativo. Asghar Farhadi apresenta Histoires Parallèles, um suspense envolvendo duas famílias e grandes elencos, incluindo Isabelle Huppert.

Outra leva de títulos vem do Japão: Hirokazu Kore-eda lança Sheep in the Box, sobre adoção de um robô para suprir a ausência de um filho; Ryusuke Hamaguchi apresenta All of Sudden, drama existencial. O romeno Cristian Mungiu chega com Fjord, com Sebastian Stan e Renate Reinsve.

A organização da competição mantém o formato de premiar obras que se destacam em festivais internacionais. A nova regra para o Oscar reforça a relação entre Cannes e Hollywood, abrindo caminho para mais filmes disputarem a estatueta.

Brasil e o Oscar

Para valer, a regra vigente permite que filme vencedor de festival relevante possa concorrer ao melhor filme internacional. Ainda assim, é necessária repercussão em festivais ou plataformas até a indicação, o que dificulta a presença brasileira na edição de 2027.

A Academia aponta que torneios como Berlim, Busan, Cannes, Sundance, Toronto ou Veneza podem habilitar o título para a categoria internacional. Veneza 2026 é citada como caminho possível caso o país tenha obras relevantes no circuito.

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