- Demi Moore, jurada do Festival de Cannes, disse que lutar contra a IA é “uma batalha perdida” e que é melhor trabalhar com ela.
- Ela afirmou que “a IA está aqui” e que é preciso encontrar caminhos para a indústria do cinema usar a tecnologia.
- Moore não sabe se estamos protegidos diante da IA, mas afirmou que, provavelmente, não estamos.
- A atriz defendeu que não há nada a temer, pois a verdadeira arte vem da alma, e não pode ser substituída por algo técnico.
- O roteirista Paul Laverty, outro integrante do júri, criticou o poder das gigantes da tecnologia e o papel de bilionários na definição dos algoritmos que afetam nossas vidas.
Demi Moore afirmou no Festival de Cannes que lutar contra a inteligência artificial é uma batalha perdida. A atriz disse que o melhor caminho é aprender a trabalhar com a IA, em vez de enfrentá-la. A fala ocorreu durante a coletiva de imprensa do júri do evento.
Ela, que integra o júri desta edição, disse estar favorável à tecnologia, mas reconheceu a dificuldade de estar totalmente seguro em relação às inovações da IA. Segundo Moore, a oposição tende a gerar mais oposição.
A atriz de Ghost e Proposta Indecente ressaltou que a IA já está presente no cinema e que buscar formas de colaboração pode ser mais produtivo. Ainda assim, afirmou não ter certeza de que estaremos protegidos frente aos avanços.
Declarações no Festival de Cannes
Entre os membros do júri, o roteirista britânico Paul Laverty criticou o poder das grandes empresas de tecnologia. Ele destacou que grandes bilionários do setor podem ditar aspectos da vida pública e crítica o uso de algoritmos.
Laverty disse que as decisões sobre algoritmos afetam a vida cotidiana e que a sociedade pode ser manipulada sem que haja transparência. O roteirista também alertou para as consequências de depender de plataformas controladas por poucas empresas.
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