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Documentário resgata legado do arquiteto Artacho Jurado em SP

Documentário revisita a trajetória de Artacho Jurado, criador de espaços coletivos em São Paulo que desafiaram a elite modernista

Quem foi Artacho Jurado? Documentário resgata legado do arquiteto em SP — Foto: Getty Images
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  • Documentário Artacho Jurado – Sinfonia de um Arquiteto resgata a trajetória do arquiteto autodidata que criou edifícios icônicos em São Paulo, como Louvre, Bretagne, Planalto e Cinderela.
  • Dirigido por Teresa Eça (sobrinha-neta do arquiteto) e Pedro Gorski, o filme aborda a resistência que Artacho enfrentou entre a elite modernista e o apagamento de sua obra.
  • O projeto destaca a linguagem própria do arquiteto, que combinava elementos modernistas com áreas coletivas, pilotis coloridos e jardins, antecipando discussões atuais sobre moradia e convivência urbana.
  • Entrevistas com arquitetos, pesquisadores e moradores ajudam a mostrar a experiência de habitar seus edifícios e a personalidade de cada obra.
  • “Artacho Jurado – Sinfonia de um Arquiteto” tem 90 minutos, é produção da Pink Flamingos, financiado pelo Fundo Setorial do Audiovisual, e está disponível no CurtaOn – Clube de Documentários, entre outras plataformas.

Artacho Jurado – Sinfonia de um Arquiteto resgata a trajetória de João Artacho Jurado, criador de edifícios icônicos em São Paulo que desafiaram a elite modernista. O documentário, dirigido por Teresa Eça e Pedro Gorski, estreou no CurtaOn pelo Curta!.

O filme apresenta a carreira do arquiteto autodidata, responsable por obras como Louvre, Bretagne, Planalto, Cinderela e Viadutos. Em oposição ao olhar da escola modernista à época, Artacho promoveu linguagem própria com pilotis, áreas coletivas e fachadas ousadas.

O documentário utiliza imagens de arquivo, visitas aos prédios e depoimentos de moradores, arquitetos e pesquisadores. A proposta é mostrar a experiência de habitar os espaços, além da estética, destacando a importância social de seus projetos.

Teresa Eça, sobrinha-neta e curadora de acervos, explica a resistência com que Artacho encontrou os pares da arquitetura moderna. Ela ressalta que o sucesso de vendas dos imóveis contrastava com o esquecimento posterior do profissional.

Abílio Guerra, professor e arquiteto, compara a influência de Oscar Niemeyer e Lucio Costa à de Artacho. O estudo aponta uma gramática arquitetônica própria, que antecipou debates contemporâneos sobre convivência urbana e ocupação coletiva.

A obra enfatiza ainda a dimensão humana da arquitetura, ao destacar experiências de moradores. Pontos de encontro comunitários, coberturas coletivas e áreas de uso comum aparecem como elementos centrais da proposta de Artacho.

O filme também registra o interesse recente por sua obra, acentuado após a pandemia, quando novas leituras sobre moradia reacenderam o debate urbano. O recorte histórico é aliado a relatos atuais de quem vive nos edifícios.

O documentário tem duração de 90 minutos e está disponível no CurtaOn, além de plataformas como Prime Video Channels e Claro tv+. A produção é da Pink Flamingos, com apoio do Fundo Setorial do Audiovisual.

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