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Filme investiga relação complexa entre Thomas e Erika Mann

Em Cannes, Fatherland mostra Erika Mann pressionando o pai a posicionar-se contra o nazismo, gerando o segundo rompimento entre Thomas Mann e a filha em 1949

No filme, Erika Mann (Sandra Hüller) acompanha o pai, Thomas Mann (interpretado por Hanns Zischler), numa viagem pela Alemanha em 1949
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  • Filme Fatherland, de Pawel Pawlikowski, estreia no festival de Cannes e acompanha Thomas Mann e sua filha Erika numa viagem pela Alemanha de 1949.
  • A obra apresenta um road movie entre Frankfurt, na Alemanha Ocidental, e Weimar, na Alemanha Oriental, durante o início da Guerra Fria.
  • Erika Mann, escritora e filha de Thomas Mann, pressiona o pai a se posicionar publicamente contra o nazismo já no começo dos anos trinta.
  • Em 1949, Thomas Mann retorna à Alemanha pela primeira vez após o exílio, recebido com homenagens em Weimar e Frankfurt, em meio a tensão política.
  • No enredo ficcional, Erika boicota a visita do pai à Alemanha natal, um segundo rompimento entre pai e filha que já havia ocorrido nos anos de chumbo nazistas.

O cineasta polonês Pawel Pawlikowski estreia no Festival de Cannes o drama Fatherland, que retrata a relação entre Thomas Mann, Nobel de Literatura, e sua filha Erika, interpretada por Sandra Hüller. A narrativa acompanha uma viagem deles pela Alemanha em 1949, partindo de Frankfurt até Weimar, em pleno início da Guerra Fria.

O filme se apresenta como road movie entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental, explorando temas de identidade, culpa, família e o tumulto moral da Europa do pós-guerra. A produção de Pawlikowski já havia rendido prêmios no European Film Awards e indicará ao Oscar, incluindo indicação de melhor direção.

Contexto histórico e percurso dos Mann

Thomas Mann, Nobel de Literatura em 1929, viveu exilado de 1933 a 1952, criticando o nazismo e defendendo a democracia. Erika Mann teve papel ativo no enfrentamento ao regime nazista, desde a fundação do cabaré Die Pfeffermühle até uma atuação pública contra o regime em 1936.

No enredo do filme, Erika pressiona o pai a se posicionar publicamente contra o nazismo desde os primeiros anos de oposição, enquanto a história real registra que Erika, ao lado de Thomas, teve participação destacada em debates culturais e políticos do período. A trama também aborda a segunda ruptura entre pai e filha, motivada pela visita de Mann a Weimar em 1949, prevista para comemorar os 200 anos de Goethe.

Sobre a recepção e o elenco

Pawlikowski retorna a Cannes após vencer o prêmio de melhor diretor em 2018 com Guerra Fria. Fatherland é descrito como uma exploração da Guerra Fria ainda no âmbito de um road movie, em que o diálogo entre personagens revela tensões entre exílio, memória e identidade nacional. A produção envolve atores como Hanns Zischler, que interpreta Thomas Mann, e Sandra Hüller, que dá vida a Erika.

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