- Demi Moore disse que o mundo do cinema não deve resistir ao avanço da inteligência artificial, dizendo que lutar contra ela é uma batalha que será perdida.
- A atriz, que integra o júri do Festival de Cannes, afirmou que é mais valioso encontrar formas de trabalhar com a IA do que enfrentá-la.
- Ela reconheceu a possibilidade de uso benéfico da IA, mas ressaltou que ela não pode substituir a experiência e o toque humano.
- Moore sugeriu que talvez não estejamos fazendo o suficiente para nos proteger, e que a resposta pode ser que não.
- Em Cannes, Park Chan-wook defendeu que política e arte não devem ser separadas, e que obras com mensagens políticas devem manter a qualidade artística para não se tornarem propaganda.
Demi Moore pediu aos colegas do cinema que não resistam ao avanço da inteligência artificial. Durante coletiva de imprensa em Cannes, a atriz afirmou que lutar contra a IA é uma batalha perdida e que trabalhar com a tecnologia parece ser o caminho mais produtivo. O debate ocorreu enquanto ela integra o júri do festival.
Ela reconheceu aspectos positivos da IA na produção, mas ressaltou que a experiência humana não pode ser substituída. Segundo Moore, a arte verdadeira nasce da alma e do espírito de cada criador, não de algoritmos ou técnicas puramente técnicas.
Cinema, IA e liberdade de expressão
Park Chan-wook, presidente do júri, afirmou que política e arte não devem ficar em conflito. Uma obra com mensagem política pode coexistir com a apreciação estética, e uma produção sem recado político não deve ser ignorada. A ideia é equilibrar conteúdo e forma para evitar propaganda.
Moore rebateu a eventual censura, defendendo a liberdade de expressão artística. Por fim, o roteirista Paul Laverty criticou Hollywood por suposta lista negra de atores que apoiaram o povo de Gaza, citando nomes conhecidos e reforçando a circulação de debates polêmicos no circuito.
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