- O filme Perto do Sol é Mais Claro chega aos cinemas na quinta-feira, 14, e aborda envelhecimento, solidão, luto e etarismo.
- O longa é dirigido por Régis Faria, com Reginaldo Faria no papel-título, ao lado dos filhos Marcelo Faria e Candé Faria.
- A história acompanha Regi, engenheiro de 85 anos que vive sozinho, prefere máquina de escrever antiga e enfrenta dificuldade para escrever um livro e lidar com a viuvez.
- Produzido com recursos próprios, o filme foi feito na casa de Reginaldo, em preto e branco, com orçamento entre 18 e 20 mil reais, e recebeu o Troféu Redentor no Festival do Rio 2025.
- Na trama, os filhos na ficção acompanham o processo, enquanto Regi desenvolve uma relação com Vanessa, interpretada por Vanessa Gerbelli, buscando novas perspectivas de vida.
Reginaldo Faria estreia no cinema aos 88 anos em Perto do Sol é Mais Claro, drama que chega aos cinemas nesta quinta-feira, 14. O filme é uma ficção que pode soar biográfica, dirigido e fotografado por Régis Faria, filho de Reginaldo, em parceria com a O2 Filmes.
A história acompanha Regi, personagem de Reginaldo, um engenheiro de 85 anos que vive sozinho após a viuvez. Ele luta contra a solidão, deseja escrever um livro e prefere usar a máquina de escrever antiga, mesmo diante do avanço tecnológico. Seus filhos Celo e Candé aparecem como intérpretações de Marcelo Faria e Candé Faria.
A produção é fruto de um projeto independente dos próprios realizadores. Régis investiu entre 18 e 20 mil reais, financiando tudo com recursos próprios, inclusive maquiagem de Vanessa, a única protagonista feminina interpretada pela atriz Vanessa Gerbelli. O filme foi rodado na casa de Reginaldo.
A obra propõe uma reflexão sobre envelhecimento, solidão, luto e etarismo, conforme a visão de Régis. O diretor destaca que a história não busca apenas retratar idosos isolados, mas integrá-los à sociedade com respeito. O enredo inclui o interesse de Regi por um novo amor, descrevendo a convivência com o casal de histórias.
Na narrativa, cenas em preto e branco significam a passagem do tempo: objetos pessoais, uma máquina de escrever e uma chaleira que apita sinalizam o ritmo da vida de Regi. O longa apresenta momentos de intimidade e vulnerabilidade do personagem, como o cuidado com a saúde e a rotina de caminhadas.
Entre os aspectos de produção, Régis explica que o elenco é formado por atores próximos à vida familiar do protagonista. Marcelo Faria interpreta Celo, o filho que, na ficção, tenta frear o pai para evitar acidentes, enquanto tenta entender a motivação dele. A relação entre pai e filho é central e gera momentos de tensão e afeto.
O filme recebeu reconhecimento na temporada de festivais, incluindo o Troféu Redentor no Festival do Rio 2025. A premiação reforça a leitura de que o projeto funciona como um gesto de amor entre as gerações e de valorização da vida na terceira idade.
Reginaldo comenta ainda sobre o processo criativo: a intimidade do set e a presença de objetos reais ajudam a mesclar vida e ficção. A direção consiste em capturar o cotidiano de Regi e as limitações da experiência humana, sem apelo melodramático, mantendo o tom documental.
O líder da produção reforça que o objetivo é oferecer conforto e dignidade aos personagens mais velhos, sem fugir da realidade. O filme ressalta a importância de discutir envelhecimento com empatia, sem estigmas ou sensationalismo, mantendo o foco na veracidade das situações retratadas.
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