- Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro, pretende ser lançado em setembro de 2026, um mês antes das próximas eleições presidenciais.
- A produção é da Go Up Entertainment, de Karina Ferreira da Gama, e envolve financiamentos citados como “emendas parlamentares” de deputados do PL, além de parcerias com nomes da direita global.
- Flávio Bolsonaro afirmou ter pedido dinheiro a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para custear parcelas de patrocínio que estariam atrasadas; o valor negociado chegou a R$ 134 milhões, segundo The Intercept Brasil.
- O ator escolhido para interpretar Bolsonaro é Jim Caviezel, conhecido por A Paixão de Cristo, que já atuou em projetos com forte viés religioso e conservador.
- A produção tem conexão com um ecossistema de cinema conservador global, apoiando narrativas alinhadas à direita, com referências a Olavo de Carvalho e à “guerra cultural” defendida por setores da direita.
Dark Horse, um longa sobre Jair Bolsonaro, ganhou notoriedade pelos bastidores envolvendo financiamento, ligações políticas e controvérsias sobre orçamento. A produção, com previsão de estreia em 2026, envolve nomes conhecidos no eixo conservador dos EUA e Brasil.
A empresa Go Up Entertainment, de Karina Ferreira da Gama, fica responsável pela filmagem em locais como o Memorial da América Latina, em São Paulo. O projeto passou por etapas e recebeu atenção de figuras da direita, com debates sobre fontes de recursos.
Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, admitiu ter buscado patrocínio privado para o filme, afirmando que não houve dinheiro público ou via leis de incentivo. O valor negociado chegou a cerca de 134 milhões de reais, segundo fontes citadas pela imprensa.
Em novembro de 2025, o caso ganhou contorno após a prisão associada ao Banco Master, levantando questionamentos sobre o financiamento. A produção nega uso de verbas públicas e mantém que o filme está em fase adiantada, com lançamento previsto para setembro de 2026.
Financiamento e ligações políticas
A Go Up Entertainment figura como responsável pela logística das gravações e pela locação de espaços. Além disso, a ANC, ligada a Karina, recebeu emendas para outras produções, contribuindo para o ecossistema de apoio a conteúdos de direita.
A produção também envolve o diretor Cyrus Nowrasteh, conhecido por obras com forte carimbo religioso. O elenco inclui Jim Caviezel, ator de O Sangue de Cristo, escolhido para interpretar Bolsonaro, segundo informações da equipe.
Frais de apoio público teriam surgido, em parte, de entidades associadas à SP-CINE e a governos estaduais, mas as autoridades afirmaram não haver participação oficial no projeto. A tensão envolve debates sobre financiamento privado no cinema político.
Contexto e desdobramentos
A ideia é apresentar Bolsonaro em tom heroico, ligando o enredo a uma visão de guerra cultural defendida por setores conservadores. O filme integra um movimento global que busca ampliar a presença de produções de temática religiosa e conservadora.
A produção aposta em alcance internacional para ampliar a base de apoiadores da direita brasileira, alinhando o filme a tendências de cinema cristão com apelo político. A expectativa é de circulação ampla no mercado global de audiovisual.
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