- A diretora brasileira Luciana Malavasi tem O Que Sobrou do Céu no Marché du Film, em Cannes, e o curta O Novo Corpo em circulação internacional, com seleção para o Hard:line Film Festival, na Alemanha.
- O Novo Corpo transita entre horror, fantasia e ficção científica, explorando a vulnerabilidade feminina e o uso do horror como ferramenta política.
- O filme estreou mundialmente no Fantastic Fest e passou por festivais na Alemanha e na Noruega, ampliando seu alcance internacional.
- Malavasi destaca a pressão do mercado e a necessidade de manter a identidade autoral, atuando também como produtora para viabilizar projetos.
- O Que Sobrou do Céu participa do showcase VDF Connection no Cannes, com foco em apresentar cenas a distribuidores, agentes de venda e programadores antes da estreia.
Luciana Malavasi vive um momento decisivo na carreira. O longa O Que Sobrou do Céu integra o VDF Showcase, no Marché du Film durante o Festival de Cannes. O curta O Novo Corpo ampliou sua circulação internacional e foi selecionado para o Hard:line Film Festival, na Alemanha.
A cineasta brasileira dialoga com a imprensa sobre cinema de gênero, olhar feminino, pressão do mercado internacional e o impacto visual de seus filmes. Ela explica que o horror pode funcionar como ferramenta política para provocar empatia e refletir sobre a violência contemporânea.
No âmbito internacional, O Novo Corpo transita entre horror, fantasia e ficção científica. O filme nasceu de vivências da diretora e de percepções sobre o mundo. O objetivo é questionar até que ponto o absurdo domina a rotina diante de guerras, feminicídios e abusos.
Projeção e mercado
O Novo Corpo estreou mundialmente no Fantastic Fest, festival de gênero, e a diretora foi a única mulher latina em sua categoria. Depois seguiu para festivais na Alemanha e na Noruega, ampliando o circuito internacional do filme.
Malavasi também ressalta a relação entre cinema autoral e mercado. Ela atua como diretora e produtora, ressaltando a importância de orçamento, parcerias e circulação para viabilizar obras, sem abrir mão da identidade criativa.
O Que Sobrou do Céu, ainda em pós-produção, participa do Marché du Film. O filme será apresentado em showcase da VDF Connection a distribuidores, agentes de venda e programadores, demonstrando a fase de organização anterior à estreia.
Perspectivas e desafios
O olhar feminino é cada vez mais valorizado, mas a diretora aponta dificuldades estruturais. Em festivais internacionais, costuma haver poucas diretoras em cena, exigindo mais oportunidades para novas cineastas ocuparem espaços de decisão.
No figurino, O Novo Corpo utiliza a estética de embalagens plásticas para sugerir a mercantilização das personagens. A diretora reforça que a construção visual, aliada à direção de arte, é essencial para o impacto emocional do filme.
Ao comentar fenômenos de moda e cinema, Malavasi celebra o movimento de público em lançamentos de grande investimento, como Diabo Veste Prada 2 e Barbie. Questiona, porém, a concentração de apostas em projetos considerados seguros, defendendo mais apostas em vozes autorais.
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