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Do orçamento mínimo aos milhões de pedidos a Vorcaro: filme sobre Bolsonaro

Dark Horse, filme sobre Bolsonaro, encara crise de financiamento e denúncias de patrocínio privado, com lançamento previsto para 2026

Montagem com cenas de Dark Horse
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  • O filme Dark Horse está sendo produzido pela Go Up Entertainment, com lançamento previsto para 2026, e narra a trajetória de Jair Bolsonaro; o diretor é Cyrus Nowrasteh e o elenco inclui o ator Jim Caviezel.
  • Flávio Bolsonaro afirmou ter procurado patrocínio privado para o projeto junto a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com valores negociados de até R$ 134 milhões; o episódio ocorreu em novembro de 2025, antes da prisão de Vorcaro e das investigações sobre o Master.
  • The Intercept Brasil revelou o pedido de patrocínio; Flávio disse que não houve dinheiro público, nem uso da Lei Rouanet, e que o filme já está pronto.
  • O filme gera debate sobre uma possível relação com a direita global e com produções religiosas que valorizam uma narrativa de guerra cultural; Caviezel já atuou em filmes de temática cristã e conservadora, como O Som da Liberdade.
  • A produção teve gravações no Memorial da América Latina, com aluguel de cerca de R$ 126 mil, e há questionamentos sobre fontes de financiamento, já que governos municipais e estadual afirmaram não ter apoiado o projeto.

Dark Horse, título do filme sobre Jair Bolsonaro, está previsto para 2026. A produção foi apresentada como um relato da trajetória do ex-presidente, incluindo o episódio da facada em Juiz de Fora (MG) em 2018, sob um viés de thriller de baixo orçamento nos EUA.

Flávio Bolsonaro, hoje pré-candidato, revelou ter pedido apoio privado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para custear parcelas de patrocínio que estariam atrasadas. Segundo o The Intercept Brasil, o valor negociado chegou a 134 milhões de reais. Vorcaro foi preso no contexto de investigações ligadas ao Master.

Flávio divulgou nota ressaltando que o financiamento seria privado, sem participação pública ou uso de leis de incentivo, e negou qualquer vantagem ou intermediação com o governo. Em vídeo, o senador informou que o filme já está pronto e pediu para que o público veja a obra.

Contexto de produção e financiamento

Cyrus Nowrasteh, diretor, disse à BBC News Brasil que a estreia está prevista para setembro de 2026, próximo às eleições presidenciais. A Go Up Entertainment, de Karina Ferreira da Gama, dirige a produção, com gravações em espaços como o Memorial da América Latina, em São Paulo.

A empresa de Gama atua em licenciamentos e projetos culturais; a ANC, ligada a ela, já recebeu emendas parlamentares ligadas a outras obras. Questionamentos sobre fontes de recursos e vínculos com a direita foram levantados por reportagens recentes.

SPCine, prefeitura de São Paulo e governo do estado foram mencionados pela equipe como apoios potenciais, mas as autoridades disseram não ter fornecido suporte direto à produção. A BBC tentou contato com Frias e Karina, sem retorno até o fechamento desta edição.

Protagonista e recepção

Jim Caviezel interpreta Bolsonaro. O ator ficou conhecido por papéis de forte carga religiosa e por atuar em projetos alinhados a segmentos conservadores. Dois elementos centrais da produção são a ligação com a chamada guerra cultural e a relação com movimentos da direita global.

Especialistas destacam que o filme integra um conjunto de produções que buscam ampla circulação de narrativas conservadoras. Para o pesquisador Marco Dias, a obra pode ampliar a presença de conteúdos com temática cristã e políticas no cinema nacional e internacional.

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