- Palma de Ouro: O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, (1962) é o único filme brasileiro a vencer o prêmio máximo do Festival de Cannes.
- Prêmio do Júri: Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, ganhou o Prêmio do Júri em 2019.
- Direção: Glauber Rocha foi o primeiro latino-americano a vencer a melhor direção (1969); em 2025, Kleber Mendonça Filho levou o troféu por O Agente Secreto.
- Atuação: Wagner Moura ganhou o prêmio de melhor ator por O Agente Secreto; Fernanda Torres (1986) e Sandra Corveloni (2008) ganharam melhor atriz.
- Un Certain Regard e prêmios paralelos: brasileiros venceram em Un Certain Regard (A Vida Invisível, A Flor do Buriti, Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, O Sal da Terra, Eu, Tu, Eles) e também em outras categorias paralelas como L’Œil d’Or (Cinema Novo, 2016) e prêmios da crítica (FIPRESCI) ao longo dos anos.
A 79ª edição do Festival de Cannes, na Riviera Francesa, começou nesta semana e vai até 23 de maio. O evento apresenta lançamentos globais do cinema e premiações diversas. Hoje, o Brasil não participa da competição principal, mas histórico repertório brasileiro é marcado por conquistas em Cannes e em mostras paralelas. O destaque recente fica com O Agente Secreto, que em 2025 levou melhor diretor e melhor ator, além do prêmio da crítica internacional (FIPRESCI).
Palma de Ouro
O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, permanece como o único título brasileiro a vencer a Palma de Ouro, em 1962. A obra é referência histórica para o cinema nacional na mostra principal.
Prêmio do Júri
Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, conquistou o Prêmio do Júri em 2019, destacando-se entre as obras apresentadas pelo festival.
Direção
Glauber Rocha foi o primeiro latino-americano a vencer Melhor Direção, em 1969, por O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro. Em 2025, Kleber Mendonça Filho levou o troféu por O Agente Secreto.
Atuação
Wagner Moura é o único brasileiro a vencer Melhor Ator no Cannes, por O Agente Secreto. Entre as atrizes, Fernanda Torres ganhou em 1986 por Eu Sei que Vou Te Amar, e Sandra Corveloni, em 2008, por Linha de Passe.
Rodrigo Santoro levou o Troféu Chopard de revelação em 2004 com Carandiru. Ricardo Teodoro venceu em 2024 como melhor ator revelação da Semana da Crítica, por Baby.
Melhor filme de aventura
Em 1953, O Cangaceiro, de Lima Barreto, foi premiado na categoria hoje extinta de melhor filme de aventura.
Un Certain Regard
A mostra Um Certo Olhar já premiou títulos brasileiros como A Flor do Buriti (melhor elenco), A Vida Invisível (premiação principal), Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos (prêmio especial do júri), O Sal da Terra (prêmio especial), e Eu, Tu, Eles (menção especial).
Prêmio da Crítica (FIPRESCI)
Além de O Agente Secreto, a FIPRESCI já premiou Terra em Transe (Glauber Rocha, 1967), Memórias do Cárcere (Nelson Pereira dos Santos, 1984), Gaijin: Os Caminhos da Liberdade (Tizuka Yamasaki, 1980, menção honrosa) e Bacurau (2019).
Prêmios paralelos
Vidas Secas, em 1963, venceu o OCIC, prêmio hoje extinto. Cidade Baixa (2005) ganhou o Prix de la Jeunesse, e Cinema, Aspirinas e Urubus (2005) o Prix de l’Éducation Nationale. Em 2016, Cinema Novo (Eryk Rocha) levou o L’Œil d’Or, dedicado a documentários.
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