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Filmes e séries aproximam o público dos ídolos do esporte, aponta documentário

Documentários e séries ampliam a linguagem audiovisual para aproximar fãs de ídolos do esporte, com Zico e Romário em debate no São Paulo Innovation Week

João Wainer (à esq.) diretor da biografia do Zico, troca ideias sobre o audiovisual com os convidados Bruno Maia (diretor) e o jornalista Gustavo Poli (à dir.) Foto: Toni Assis/Estadão
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  • Diretores João Wainer e Bruno Maia participaram de painel no São Paulo Innovation Week (quarta, 13) para debater como cinema e séries aproximam o público dos ídolos do esporte.
  • Wainer apresentou o documentário Zico, o Samurai de Quintino, destacando a abertura do acervo do ídolo e a responsabilidade de retratá-lo com sinceridade.
  • Maia comentou as particularidades do gênero documental e confirmou lançamento da série Vai, Brasil, com estreia prevista para junho, além de mencionar Romário, o Cara.
  • O debate ressaltou uma “nova linguagem” do documentário, com possibilidade de protagonismo e antagonismo na construção das histórias.
  • O tema IA no audiovisual foi comentado por Gustavo Poli, Wainer e Maia, apontando perspectivas de recuperação de arquivos e criação de novas narrativas, com abordagem cuidadosa sobre impactos e avisos de uso.

O debate no São Paulo Innovation Week abordou o desafio de levar as emoções do esporte ao audiovisual. Diretores discorreram sobre como aproximar o torcedor dos ídolos e revelar o lado menos conhecido das trajetórias no mundo do futebol.

João Wainer, diretor do documentário sobre Zico, destacou a responsabilidade de retratar um ídolo nacional. Bruno Maia, à frente da série sobre Romário, explicou as particularidades do gênero documental, ressaltando que o começo de uma história nem sempre segue padrões do jornalismo.

A conversa também explorou a ideia de que o documentário pode criar protagonistas e antagonistas, abrindo novas formas de contar histórias. Ambos reforçaram que a linguagem audiovisual está em evolução, com impactos diretos na relação com o público.

Gustavo Poli, jornalista presente, comentou a importância da credibilidade ao retratar eventos no audiovisual, citando um caso anterior envolvendo Gabigol em um conteúdo sobre o cassino clandestino durante a pandemia. O objetivo é manter veracidade sem deixar de instigar o interesse.

Sobre o uso da IA, houve divergência entre moderadores. Poli enxergou a IA como ferramenta de tentativa e erro, enquanto Wainer apontou benefícios para ampliar repertório, desde que haja transparência. Maia destacou que a IA pode abrir novas narrativas, ainda em desenvolvimento.

O São Paulo Innovation Week ocorre entre esta quarta e sexta-feira, no Pacaembu e na Faap, reunindo mais de 2 mil palestrantes de áreas diversas. O evento é promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, visando explorar tecnologia, esportes, cultura e inovação.

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