- Dark Horse é um longa-micrometragem que, segundo a legislação, não pode usar a Lei Rouanet, pois a Rouanet contempla apenas curtas e médias produções cinematográficas, além de ações de difusão e preservação.
- A estreia mundial do filme está prevista para 11 de setembro de 2026 e tem Cyrus Nowrasteh na direção, com Jim Caviezel no papel principal.
- O financiamento passou a ser alvo de questionamentos após o The Intercept trazer relatos de possível apoio do banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao FGC, à produção.
- Um áudio divulgado pelo Intercept Brasil mostra o senador Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Vorcaro para o filme; Flávio negou ter solicitado recursos.
- A matéria também aponta supostas ligações com recursos públicos, citando contratos de produção envolvendo a prefeitura de São Paulo e emendas parlamentares associadas à produção.
Dark Horse, filme de ficção inspirado no ex-presidente Jair Bolsonaro, passa a figurar em questionamentos sobre financiamento e possível uso da Lei Rouanet. A produção é dirigida pelo cineasta Cyrus Nowrasteh e tem Jim Caviezel no papel principal.
A discussão ganhou força após reportagens e áudios divulgados pela imprensa. A polêmica envolve fontes de recursos e a viabilidade de eventual benefício da Rouanet, que não se enquadraria ao ser um longa-metragem de ficção, segundo apuração inicial.
Além das informações sobre financiamento, surgem denúncias sobre operações com dinheiro público associadas à produção. A reportagem aponta contratos da produtora com a prefeitura de São Paulo que somam mais de R$ 100 milhões, em serviços supostamente não entregues conforme contrato.
A produção é da Go Up Entertainment, ligada à produtora Instituto Conhecer Brasil, entidade sob gestão associada ao prefeito Ricardo Nunes. A apuração aponta discrepâncias nos valores, prazos de pagamento e diferenças de custo em serviços de internet para comunidades de baixa renda.
Notas públicas indicam que o Intercept Brasil publicou áudios que teriam Flávio Bolsonaro discutindo recursos com financiadores do projeto, datados de setembro de 2025, semanas antes de decisões judiciais envolvendo o assunto.
Em resposta, o senador Flávio Bolsonaro afirmou não ter pedido recursos ao financiador, destacando que não houve dinheiro público nem uso da Lei Rouanet. A equipe do ministro responsável também questiona a origem de eventuais vínculos com recursos públicos.
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