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Mário Frias: sem verba de Vorcaro no filme e Flávio não tem sociedade

Frias afirma que Vorcaro não investiu no filme e que Flávio não tem participação societária; a obra é financiada integralmente por capital privado

Mônica Bergamo
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  • O deputado federal Mário Frias afirmou que não houve nenhum centavo de Vorcaro no filme Dark Horse e que Flávio Bolsonaro não tem sociedade na produção.
  • Frias disse que a participação de Flávio se restringe à cessão de direitos de imagem da família Bolsonaro e ao uso de seu sobrenome para atrair investidores.
  • O produtor executivo rebateu suspeitas sobre Vorcaro, afirmando que não houve aportes do empresário e que, se houvesse, seria uma relação privada entre adultos, sem dinheiro público.
  • A declaração ocorre após a Folha confirmar mensagens reveladas pelo The Intercept Brasil, nas quais Flávio cobrava recursos de Vorcaro para financiar o longa.
  • O filme, descrito como superprodução em padrão hollywoodiano, é financiado integralmente por capital privado e tem Jim Caviezel no papel de Bolsonaro, sob direção de Cyrus Nowrasteh.

O deputado federal Mário Frias (PL) divulgou uma nota nesta quarta-feira (13) negando irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, que conta a trajetória de Jair Bolsonaro. O comunicado chega após reportagem do The Intercept Brasil sobre movimentações financeiras envolvendo Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo Frias, Flávio Bolsonaro não possui participação societária no filme nem na produtora. A participação do senador estaria restrita à cessão de direitos de imagem da família Bolsonaro e ao uso de seu sobrenome para atrair investidores privados.

A nota de Frias também refuta a alegação de envolvimento financeiro de Vorcaro no longa. O deputado afirma que, mesmo se houvesse aportes do empresário, isso configuraria uma relação privada entre adultos responsáveis, sem qualquer recurso público envolvido. A defesa aponta que o projeto é financiado apenas por capital privado e segue como uma superprodução em padrão hollywoodiano.

Financiamento e controvérsias

A controvérsia ganhou força com a divulgação de mensagens pelo The Intercept Brasil e pela Folha de S. O site confirmou a autenticidade de áudios em que Flávio Bolsonaro discute a captação de recursos e menciona eventuais atrasos nos pagamentos. Em um dos trechos, o senador sinaliza preocupação com o impacto do atraso no elenco e na produção.

Conforme o material divulgado, o ator Jim Caviezel interpreta Bolsonaro no filme, dirigido por Cyrus Nowrasteh. As informações apontam que o Master Bank autorizou pagamentos à produtora vinculada a Vorcaro, com valores altos que motivaram a tramitação de aportes adicionais. Fontes ligadas ao projeto alegaram que todo o financiamento ocorreu por vias privadas, sem recursos públicos.

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