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Médico afirma que obesidade não é doença, demora buscar tratamento

Obesidade é doença complexa, dizem médicos; nova temporada de Quilos Mortais Brasil expõe demora de pacientes em buscar tratamento

Um dos pacientes de Quilos Mortais Brasil
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  • Nova temporada de Quilos Mortais Brasil estreou na HBO Max, com seis episódios e foco em pacientes superobesos sob cirurgia bariátrica.
  • O médico Marcelo Carneiro diz que a obesidade é doença complexa e que muitos não procuram tratamento por não reconhecerem isso.
  • Luciana Soligo, gerente de conteúdo de não ficção da Warner Bros. Discovery, explica que as seis pessoas retratadas já demonstravam interesse na bariátrica e passam pelo processo para se tornarem aptas à cirurgia.
  • Para a bariátrica, é necessário perder cerca de dez por cento do peso, o que pode significar vinte a trinta quilos em superobesos; a fase inicial é a mais difícil por alterações no metabolismo que aumentam a fome.
  • Canetas emagrecedoras aparecem como opção, mas não funcionam para todos; pacientes costumam buscar cirurgia após falha com medicamentos, em tratamento que inclui acompanhamento multiprofissional.

A nova temporada do reality show Quilos Mortais Brasil estreou recentemente na HBO Max, trazendo o acompanhamento de pacientes com obesidade extrema por médicos especializados em cirurgia bariátrica. O programa apresenta as trajetórias dos pacientes, os motivos que levaram à superobesidade e as dificuldades ao longo do processo de emagrecimento.

Entre os profissionais envolvidos está o cirurgião Marcelo Carneiro, um dos médicos do programa. Ele aponta que muitos pacientes não reconhecem a obesidade como doença, o que atrasa a busca por tratamento e a adesão a procedimentos como a bariátrica. O contexto é explorado com foco na atuação médica e nas etapas pré-operatórias.

A produção acompanha seis pacientes, todos já demonstrando interesse pela cirurgia e passando por avaliação com equipes multidisciplinares. Luciana Soligo, da Warner Bros. Discovery, explica que as histórias mostram o caminho para tornar apta a cirurgia, sem simplificar a jornada. O programa enfatiza a complexidade clínica da obesidade.

O processo pré-operatório envolve perder cerca de 10% do peso, o que pode equivaler a 20 a 30 kg, conforme o caso. Carneiro ressalta que, com metabologia e fome alteradas, essa fase exige manejo cuidadoso de expectativas e apoio psicológico constante. O objetivo é reduzir riscos cirúrgicos.

O médico destaca ainda o aumento recente de pacientes que recorrem a canetas emagrecedoras. Ele afirma que esses fármacos não são adequados para todos os casos e que, em muitos casos, a cirurgia é a opção mais eficaz a longo prazo. O acompanhamento multidisciplinar é apresentado como padrão no Brasil.

Histórias de superação, com foco nos aspectos psicológicos da obesidade, compõem a linha narrativa do programa. Soligo reforça que as imagens impactantes refletem realidades de pessoas que enfrentam preconceitos e obstáculos diários, fortalecendo o entendimento do público sobre a doença.

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