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Paridade de gênero recua na disputa pela Palma de Ouro em Cannes

Paridade de gênero recua em Cannes: cinco dos vinte e dois filmes na disputa pela Palma de Ouro são dirigidos por mulheres

O cartaz oficial do Festival de Cannes 2026 homenageira “Thelma & Louise”, clássico feminista de Ridley Scott, com Geena Davis e Susan Sarandon como protagonistas.
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  • A competição pela Palma de Ouro no Festival de Cannes 2026 começou no dia 13, com dois filmes na disputa na abertura oficial do dia.
  • Neste primeiro dia, apenas cinco dos 22 filmes selecionados são dirigidos por mulheres, mantendo a paridade de gênero apenas momentaneamente.
  • Os estreantes na disputa são a francesa Charline Bourgeois Tacquet, com La Vie d’une Femme, e o japonês Koji Fukada, com Nagi Notes.
  • Quando consideradas todas as mostras, oficiais e paralelas, 45 das 125 obras apresentadas até 23 de maio são dirigidas por mulheres, ou 36%.
  • O diretor-geral Thierry Frémaux afirma não adotar cotas, justificando que a participação de diretoras corresponde ao total de filmes enviados por mulheres na pré-seleção; até hoje, apenas três diretoras ganharam a Palma de Ouro, a última em 2023 com Anatomia de uma Queda.

A competição pela Palma de Ouro de Cannes começou nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, no 79° Festival de Cannes. Dois filmes de um total de 22 na disputa oficial deram o pontapé inicial, com a paridade de gênero ainda presente no primeiro dia, apesar de recuo em relação ao ano anterior.

O filme francês La Vie d’une Femme, de Charline Bourgeois Tacquet, abre a disputa ao retratar uma cirurgiã cuja rotina é testada pela chegada de uma escritora ao hospital. Do Japão, Nagi Notes, de Koji Fukada, acompanha a relação entre duas mulheres que se transforma de modo inesperado.

Fukada e Tacquet estreiam na Palma de Ouro pela primeira vez. Este dia inicial é marcado pela expectativa de que a programação mantenha o equilíbrio de gênero ao longo da competição, ainda que já haja alertas sobre a representatividade.

Paridade de gênero na competição

Entre os 22 filmes selecionados para a competição oficial, apenas cinco foram dirigidos por mulheres, todas europeias. Entre elas há duas francesas, uma belga, uma austríaca e uma alemã. No ano passado, sete diretoras estavam na disputa.

Se somadas todas as mostras de Cannes, oficiais e paralelas, o desequilíbrio persiste. Das 125 obras previstas para exibição até 23 de maio, 45 são de cineastas mulheres, o que corresponde a 36% do total.

O tema volta a gerar debate entre organizações ligadas ao cinema. O coletivo 50/50 critica a participação feminina, enquanto o diretor-geral Thierry Frémaux afirma que não haverá cotas em Cannes, destacando que a proporção reflete o conjunto de obras enviados pelas diretoras na pré-seleção.

Até o momento, três diretoras venceram a Palma de Ouro. A mais recente é Justine Triet, que ganhou em 2023 com Anatomia de uma Queda, segundo dados históricos da mostra.

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