- Produtores do filme “Dark Horse” buscaram financiamento com empresários no ano passado.
- No segundo semestre de 2025, pessoas ligadas ao deputado Mário Frias passaram a pedir apoio financeiro a representantes privados simpáticos ao bolsonarismo.
- Um empresário relatou ter recebido pedido de US$ 10 milhões (R$ 50 milhões) e recusou, por valor elevado e dúvidas sobre retorno financeiro.
- A obra é liderada pelo deputado federal Mário Frias, conforme apurado pelo Painel.
- O orçamento do filme foi estimado em R$ 300 milhões, incluindo custos de cinemas e streaming.
No segundo semestre de 2025, produtores do filme Dark Horse, dedicado a Jair Bolsonaro, buscaram apoio financeiro junto a representantes do setor privado com vínculos ao bolsonarismo. A movimentação ocorreu no contexto de captação de recursos para a produção nacional.
Um empresário informou ao Painel ter recebido uma proposta de US$ 10 milhões, equivalente a cerca de R$ 50 milhões, mas decidiu recusar. O motivo foi o valor elevado e a falta de garantias de retorno sobre o investimento.
A oferta previa participação no faturamento do longa, que é estimado em cerca de R$ 300 milhões ao combinar bilheteria de cinema e exibição em streaming. A negociação envolve a produção e pessoas ligadas ao tema político central da obra.
Envolvimento de Mário Frias
Pessoas ligadas ao deputado federal Mário Frias, atual presidente de honra da obra, teriam conduzido o expediente junto a empresários do setor privado. A movimentação foi descrita como tentativa de angariar recursos privados para a produção no ano passado.
A reportagem apurou que a operação ocorreu com o objetivo de viabilizar o projeto dentro do calendário de lançamento, sem detalhar demais as etapas do financiamento. O jornal não apurou provas adicionais de contrapartidas específicas para os investidores.
Entre na conversa da comunidade