- Spike Jonze é a atração principal do São Paulo Innovation Week e será entrevistado; o bate-papo ocorreu na sexta-feira, 15, às 16h45, por questões logísticas.
- Em conversa com o Estadão, ele discutiu o que significa inovar no cinema atual, destacando a necessidade de usar ferramentas que transmitam o sentimento da história.
- O diretor afirmou que a criatividade hoje passa por formatos variados, incluindo vídeos curtos no TikTok e no Instagram, desde que o conteúdo venha de alguém com voz própria.
- Jonze relembrou a trajetória: vencedor do Oscar pelo roteiro de Ela (2013) e diretor de filmes como Quero Ser John Malkovich, Adaptação e Onde Vivem os Monstros, além de work com videoclipes.
- Sobre inovação, ele citou projetos recentes, como a colaboração com On Running e Zendaya, usando técnicas de stop motion e redução de quadros, para aproximar a emoção desejada.
Spike Jonze, cineasta americano conhecido por Ela e Quero Ser John Malkovich, é o destaque do São Paulo Innovation Week. Ele será entrevistado na sexta-feira, 15, em São Paulo, em sessão gravada com foco em inovação, tecnologia e criatividade na arte.
Em bate-papo com o Estadão, Jonze aborda o que significa inovar no cinema contemporâneo. Defende que a inovação depende de abrir espaço para a forma que a história quer ser contada e para o sentimento que se busca comunicar.
O director comenta uso de ferramentas variadas, incluindo técnicas de período antigo em projetos recentes. Cita um trabalho com a marca On Running e a atriz Zendaya, que combinou stop motion, redução de quadros e other recursos para chegar à emoção desejada. A ideia é explorar caminhos inesperados.
Criatividade e formatos na era dos vídeos curtos
Jonze analisa a transição dos videoclipes da MTV para conteúdos curtos no TikTok, Reels e Instagram. Sinaliza que o que vence é a autenticidade e a personalização da linguagem, independentemente da duração.
O cineasta afirma que gerações novas ainda têm espaço para quebrar regras. Aponta a importância da discordância criativa como motor para propostas originais, inclusive na interação com estúdios e na escolha de recursos musicais.
Ele comenta referências recentes da cultura americana que o inspiram, incluindo bandas contemporâneas e projetos que utilizam arquivos antigos de forma criativa. Avisa que costuma registrar tudo o que gosta para futuras inspirações.
Do palco à tela e a relação com o documentário
Sobre Beastie Boys Story, Jonze destaca semelhanças entre ficção e documentário, mas ressalta que o documentário permite trabalhar com imagens reais. Em projetos de palco, é possível escrever em prévia e depois adaptar na edição para encontrar o tom adequado.
Ao falar sobre atuação, ele comenta que a experiência diante das câmeras aumentou a empatia com os atores. O diálogo sobre trotes na infância, de forma humorística, ilustra o paralelo entre direção e atuação na prática de cinema.
A partir de experiências próprias, o diretor ressalta a importância de encontrar a própria voz. Segundo ele, ideias que constrangem podem revelar a autenticidade criativa e ter maior ressonância entre o público.
Olhando para o futuro da criatividade
Jonze enfatiza que muitos filmes atuais elevam a realidade ao surreal para expressar sensações do momento. O diretor cita o cinema contemporâneo como reflexo de um mundo em transformação, com novas gerações explorando formatos inéditos, inclusive via plataformas digitais.
Para o painel na SPIW, ele destaca que a curiosidade e a imaginação próprias impulsionam obras marcantes, independentemente do suporte utilizado. O diretor aponta que a próxima geração pode redefinir a narrativa audiovisual a partir de experiências digitais.
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