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Coordenadora de intimidade ajuda a melhorar o filme, diz diretor

Intimacy coordinators ganham reconhecimento em Cannes, tornando cenas de sexo mais seguras, precisas e impactantes na direção francesa

All the right moves … (from left) Nathalie Allison, Alexandre Desjonqueres and Sofia Benner Nihrane.
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  • Em Cannes, instrutores de intimidade ganham reconhecimento; a função, já comum em séries e filmes, ajuda a planejar cenas com consentimento e segurança.
  • Em Amarres, a diretora brasileira Anubha Momin contou com a coordenadora de intimidade Nathalie Allison para ajustar cenas de sexo, deixando-as mais reais e “hot”.
  • Nathalie, escocesa, atua na França e explica que, na prática, pode aconselhar, negociar e, se necessário, deixar o set para proteger atores; ainda não há formalização como em Canadá ou Reino Unido.
  • O processo começa antes das câmeras: diálogo sobre as cenas, possíveis memórias pessoais e definição de enquadramentos para orientar as atuações.
  • Na França, a presença de uma coordenadora de intimidade não é obrigatória; no filme Amarres, o diretor pediu que Nathalie participasse desde o começo, o que trouxe precisão para as performances sem recorrer à improvisação.

O que aconteceu: uma equipe de filmagem em Paris recorreu a uma coordenadora de intimidade para filmar cenas sensuais, buscando realismo seguro e consentimento informado. O set fica em uma houseboat no Port de l’Arsenal, na Capital francesa.

Quem está envolvido: a realizadora Anubha Momin, a atriz Sofia Benner Nihrane e o ator Alexandre Henri Desjonqueres trabalham com Nathalie Allison, coordenadora de intimidade. Nathalie orienta os atores, mediando e estabelecendo limites.

Quando e onde: as cenas foram gravadas durante a produção de Amarres (Moorings), em Paris. A intervenção de Nathalie ocorreu desde as etapas de preparação, com revisão de roteiro e ensaios, até as tomadas no dia de filmagem.

Por quê: a prática visa assegurar que as cenas de intimidade sejam reais e seguras, com clima de naturalidade sem expor atores a situações desconfortáveis. A presença da coordenadora ajuda o diretor a focar na performance e na narrativa.

Contexto: a função de coordenadores de intimidade tornou-se comum a partir dos anos 2010, ganhando reconhecimento recente na França. A atuação, que já é padrão em muitos sets na América do Norte, envolve planejamento, limites e proteção aos pacientes.

Contexto francês: a introdução formal do papel ocorreu em 15 de maio, durante o festival de Cannes, com apoio da AFDAS e CST. O objetivo é consolidar a prática como parte da produção audiovisual, superando resistências históricas.

Experiência da diretora: a autora canadense de Amarres chegou a França com experiência em Netflix e afirma que a presença de Nathalie a tornou uma diretora mais precisa. A supervisão auxilia na tradução de intenções em instruções claras para as cenas.

Pontos-chave da coordenação: Nathalie atua como mediadora, não apenas como guardiã de limites. Ela prepara as cenas, conversa com o diretor, ajusta ângulos e linguagem corporal, e, se necessário, pode se afastar do set para proteger os atores.

Impacto criativo: a supervisão permite que o diretor foque na história e na emoção, aliviando a carga de afinar o realismo apenas pela espontaneidade. A prática, segundo a coordenação, não significa censura, mas qualidade de encenação segura.

Resultados observados: após o primeiro take revisado com Nathalie, a dupla de atores alcança uma performance mais autêntica. A experiência reforça o valor da dupla: diretor mais seguro, atores protegidos e cenas convincentes.

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