- O deputado federal Mario Frias afirma que Dark Horse não recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro; a relação é estritamente privada e não envolve recursos públicos.
- Frias, que atua como produtor executivo do filme, diz que Flávio Bolsonaro não tem sociedade na produção, apenas cedeu direitos de imagem da família.
- A GOUP Entertainment sustenta que não houve aporte financeiro de Vorcaro, do Banco Master ou de empresas sob seu controle, e que o projeto é financiado de forma privada.
- A reportagem do Intercept Brasil mostrou um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro cobra pagamento pela participação dele na obra, o que Frias compara a críticas políticas e ideológicas.
- A Prefeitura de São Paulo afirma que não houve repasse municipal ao filme; o valor citado na reportagem refere-se a contratação de serviço de Wi‑Fi, não ao Dark Horse.
Mario Frias nega relação de Vorcaro com cinebiografia de Bolsonaro
O deputado federal Mario Frias afirmou que a cinebiografia Dark Horse não recebeu recursos de Daniel Vorcaro. Frias, produtor executivo, disse que o envolvimento se limita a direitos de imagem da família Bolsonaro e ao peso do sobrenome para atrair investidores. A declaração foi publicada nesta quinta-feira (14/5).
Frias sustenta que não houve qualquer financiamento de Vorcaro nem de empresas sob seu controle. Ele ressaltou que, na época, não havia suspeitas sobre Vorcaro ou seu banco, e que o apoio foi privado, sem dinheiro público envolvido. A produção utiliza capital privado.
A polémica ganhou contornos ao receber críticas após a divulgação de um áudio que, segundo o Intercept Brasil, mostra o senador Flávio Bolsonaro cobrando pagamentos para a produção. Frias rebateu que o papel do senador foi apenas ceder direitos de imagem, sem participação societária.
Alegações e respostas oficiais
A GOUP Entertainment, produtora, afirmou que Dark Horse não recebeu recursos de Vorcaro, do Banco Master ou de empresa ligada. Em nota, a empresa diz que o projeto é financiado por mais de uma dezena de investidores em regime privado e não utiliza recursos públicos.
A prefeitura de São Paulo também foi citada por meio de uma ONG ligada a uma das produtoras, Karina Ferreira da Gama. A gestão municipal informou, em nota, que não houve repasse municipal para o filme e que a contratação citada refere-se a instalação de wi-fi na cidade, sem relação com o longa.
Contexto de transparência
A produtora destacou que divulgações sobre investidores estão sujeitas a acordos de confidencialidade previstos pela legislação norte-americana, sem violar contratos. A GOUP Entertainment reiterou que não há relação entre a produção e Vorcaro, reforçando o caráter privado do financiamento.
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