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Parallel Tales Huppert explora fantasia furtiva em novo filme de Farhadi

Farhadi questiona a relação entre voyeurismo e criação, em drama meta com Isabelle Huppert e participação especial de Catherine Deneuve no Cannes

A chaotic life … Isabelle Huppert in Parallel Tales.
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  • Asghar Farhadi retorna à França com Parallel Tales, um drama meta sobre traição e a relação entre observação criativa e ficção.
  • Isabelle Huppert interpreta Sylvie, escritora que observa os vizinhos pela janela e transforma esse material na sua nova obra.
  • O elenco inclui Vincent Cassel, Virginie Efira e Pierre Niney; Catherine Deneuve aparece em cameo como a agente de Sylvie.
  • Na produção interna, Nicolas lidera um estúdio de efeitos sonoros com Nita e Théo, criando ruídos para o filme silencioso de Sylvie.
  • O ex-convicto Adam veicula o manuscrito para Nita e passa a cultivar uma obsessão com a história, fazendo a ficção impactar a vida real.

Asghar Farhadi estreia no cinema francês com Parallel Tales, drama meta que cruza espionagem, criatividade e obsessão. O filme foi exibido em Cannes e traz Isabelle Huppert no papel de uma escritora em crise, que usa a vizinhança como fonte de inspiração.

Sylvie, autora cada vez mais desiludida, observa Nicolas, que dirige um estúdio de efeitos sonoros ao lado de Nita e Théo. A narrativa apresenta uma ligação entre a obra de ficção de Sylvie e a vida real dos personagens que ela observa pela janela. A trama questiona como a voyeurismo pode influenciar a criação.

Vincent Cassel interpreta Nicolas, com Virginie Efira e Pierre Niney completando o trio de criadores de som. Catherine Deneuve faz uma participação especial como agente de Sylvie, cuja atuação provoca lembranças de Georges Simenon, segundo a crítica. A presença da veterana atriz adiciona uma camada de peso ao conjunto.

Mudança de foco

A história ganha impulso quando a sobrinha de Sylvie contrata um ex-convicto chamado Adam para limpar o apartamento. Adam desenvolve uma obsessão pela narrativa que Sylvie escreveu, chegando a mostrar o manuscrito a Nita. A ficção, aparentemente, contamina a vida real de forma fatal.

O drama se desenrola em ritmo gradual, apontando para um eixo entre criação de ficção e observação prática do cotidiano. Farhadi utiliza efeitos sonoros como elemento central para questionar o que é real dentro da montagem cinematográfica. A montagem de som é tratada como parte essencial da experiência.

O filme é descrito pela crítica como intricado e ambicioso, com atuações convincentes. A abordagem de Farhadi mistura referências a A Short Film About Love e Rear Window, mantendo o tom de suspense sem abandonar a reflexão sobre o processo criativo.

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