- Dark Horse chega aos cinemas em 11 de setembro e apresenta Jair Bolsonaro como uma figura quase divina, segundo descrições técnicas do roteiro.
- Polêmica envolve Daniel Vorcaro e o pré-candidato Flávio Bolsonaro, com áudio apontando pedido de dinheiro para finalizar o filme; Vorcaro teria pago R$ 62 milhões de um total de R$ 134 milhões, via filho do ex‑presidente.
- O longa mistura elenco brasileiro e americano, com Jim Caviezel no papel de Bolsonaro e Cyrus Nowrasteh na direção; produção associada à Go Up Entertainment.
- Trabalhadores do set denunciaram agressões, tratamento desigual entre equipes e refeições com alimentos estragados; o filme ainda não consta na base da Ancine.
- A trama aborda a facada de 2018, a internação de Bolsonaro e a mobilização de apoiadores, com referências a adversários políticos e a uso de cenas de arquivo; a Polícia Federal apurou que Adélio Bispo agiu sozinho.
Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro, tornou pública uma polêmica que envolve o projeto, o financiamento e o retrato do ex-presidente. A estreia está prevista para 11 de setembro em salas brasileiras. A produção é alvo de críticas por tratar o tema de forma centralizada na imagem divina do político.
O conteúdo do roteiro descreve Bolsonaro como uma figura de poder em que o humano e o sagrado se misturam. A narrativa acompanha a trajetória do ex-presidente desde a carreira até a atual disputa eleitoral. O texto aparece em descrições técnicas, não em falas dos personagens.
O roteiro também apresenta personagens ligados ao entorno dele, como o filho Flávio Bolsonaro e o empresário Vorcaro. Questionamentos sobre o financiamento do filme vieram a público, com alegações de repasse financeiro envolvendo Vorcaro via o Banco Master.
Controvérsias do elenco e da produção
- A produção mistura atores brasileiros com profissionais norte-americanos, entre eles Jim Caviezel, conhecido por papéis religiosos. Dentre os nomes, está Cyrus Nowrasteh, diretor de filmes com temática religiosa e política.
- Diversas fontes indicam desacordos internos, acusações de tratamento desigual entre equipes brasileira e estrangeira e relatos de problemas no ritmo de gravação.
Financiamento e registro
- A reportagem aponta que Vorcaro teria utilizado recursos de aproximadamente 62 milhões de reais, parte de um total de 134 milhões, para a continuidade do projeto por meio de terceiros ligados ao ex-presidente.
- A produção sustenta tratar-se de uma “superprodução hollywoodiana” e afirma que não houve aporte público direto para a obra, segundo declarações de quem participa do projeto.
Aspectos legais e institucionais
- O filme ainda não consta no cadastro da Ancine, o que implica a necessidade de registro prévio para a distribuição comercial no país.
- O roteiro aborda acontecimentos de 2018 e menciona episódios políticos sem uso direto de falas oficiais, apresentando cenas de campanhas, ataques e diagnósticos de saúde.
Narrativa e desdobramentos
- O enredo associa a figura de Bolsonaro a dimensões de liderança popular, com cenas de missas, vigílias e manifestações de apoio.
- Também retrata críticas da oposição, com referências a adversários políticos, sem, porém, recorrer a linguagem ofensiva ou imputações não verificadas.
Situação atual
- Enquanto o projeto avança, o tema permanece sob escrutínio por controvérsias de bastidores e pela tentativa de autorialidade de cenas históricas sob perspectiva ficcional.
- A imprensa acompanha o desenrolar do caso, com novas informações sobre custos, parcerias e cronograma de lançamento.
Entre na conversa da comunidade