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Polêmicas de Cannes: incidentes como cuspe, vômito e bebê banido em ranking

Cannes acumula controvérsias que vão de proibições de entrada a gestantes a ataques públicos de cineastas, revelando tensão entre glamour e críticas

‘You’re not my mother!’ … Kelly Rowland beefs with security in 2024.
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  • 2011: Lars von Trier causa o maior escândalo — comentário sobre Hitler durante coletiva de Melancholia provocou repercussão internacional.
  • 1968: Festival é interrompido cinco dias antes do encerramento, com renúncia de membros da jury e retirada de filmes, em meio a protestos de maio.
  • 1973: La Grande Bouffe gera vaias e agressões; a imprensa relata que a presidente do júri, Ingrid Bergman, ficou mal após o filme.
  • 2018: 82 mulheres, incluindo Cate Blanchett e Salma Hayek, protestam contra a sub-representação de mulheres diretoras no festival.
  • 2019: quatro meses de bebê é proibido de entrar; a decisão gerou debate, com acordo posterior para permitir a presença mediante pagamento de passaporte de delegado.

O Cannes Film Festival já viveu ao longo de décadas episódios de controvérsia que marcaram sua história. Boos, protestos e choque entre público e criadores compõem um longo registro, em que decisões e atitudes geraram debates sobre glamour, justiça e liberdade artística.

Entre os casos que ficaram na memória, destacam-se episódios de 2015, quando mulheres foram barradas por não usarem salto alto no gala de Carol, incluindo a produtora Valeria Richter, apesar de amputação parcial. Julia Roberts chegou a caminhar na red carpet sem calçados no ano seguinte em sinal de protesto.

Posições polêmicas e reações do público

Em 1994, Tarantino respondeu a uma crítica ao gesto de falar palavras fortes com o dedo ao público presente após a Palma d’Or de Pulp Fiction. A troca simbolizou o ambiente de liberdade de expressão entre festival e plateia.

Em 1983, Isabelle Adjani enfrentou boicote de fotógrafos ao evitar a tradicional photocall, gerando desconforto na passarela de Cannes. A recusa de entrevistas coletivas elevou o clima de tensão entre imprensa e artista.

Reação de plateia a obras premiadas

Em 2011, The Tree of Life foi vaiado na sessão inaugural, apesar de receber a Palma d’Or. O filme de Terrence Malick provocou ressentimento entre parte da imprensa, ainda que tenha sido premiado.

Em 1999, Sophie Marceau apresentou o Palme d’Or de forma improvisada e desacertada, gerando vaias até ser interrompida por Kristin Scott Thomas. A plateia questionou o momento de apresentação.

Casos de segurança e decisões incomuns

Em 2013, houve furto de joias de alto valor associadas ao festival, com roubos em hotéis vizinhos e Cap d’Antibes. Os episódios ressaltam a vulnerabilidade do evento diante de crimes de alto impacto financeiro.

Em 2019, a diretora Greta Bellamacina teve seu filho de quatro meses proibido de entrar, com exceção apenas mediante aprovação de um passe especial. A decisão gerou críticas e depois foi revista.

Confrontos com direção e imprensa

Em 2023, Maïwenn foi alvo de polêmica ao ter enfrentado o editor Edwy Plenel de Mediapart após a abertura do festival. A cineasta foi multada, com danos morais pagos à publicação.

Em 2016, The Last Face enfrentou vaias tão fortes que a cobertura inicial foi marcada por críticas severas. O episódio refletiu o impacto de uma produção mal recebida pela crítica mundial.

Momentos de protesta coletiva

Em 2018, 82 mulheres, incluindo Cate Blanchett, Kristen Stewart e Salma Hayek, protestaram na red carpet pela subrepresentação de direturas na seleção. O gesto enfatizou a disparidade de gênero no festival.

Em 1973, La Grande Bouffe gerou fortes reações, com relatos de vaias, insultos e suposto mal-estar da presidenta do júri Ingrid Bergman. A produção provocou polêmica de longo alcance.

Fechos de época e consequências

Em 1968, o festival foi cancelado cinco dias antes do término, ante a crise de maio de 1968 na França. Diretores e membros do júri romperam com o evento, que encerrou sem prêmios.

Em 2011, o presidente da comissão gerou controvérsia ao externar declarações polêmicas durante uma coletiva sobre Melancholia, levando a debates sobre liberdade artística e responsabilidade pública.

Este compilado mostra que, ao longo de décadas, Cannes viveu episódios que vão desde protestos feministas a confrontos entre cineastas e imprensa, sempre sob o foco de glamour, controvérsia e visibilidade mundial.

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