- O Festival de Cannes, na sua 79ª edição, traz sete filmes que capturam o espírito da Riviera Francesa e podem levar o público a buscar passagens ainda hoje.
- Ladrão de Casaca (1955) mistura glamour, perigo e romance na Côte d’Azur, com Cary Grant e Grace Kelly em destaque e Jessie Royce Landis como antagonista; a história envolve uma viúva rica e a filha da personagem interpretada por Kelly.
- E Deus Criou a Mulher (1956) apresenta Brigitte Bardot em Saint-Tropez, com cenas de dança, portos e praias que contribuíram para a fama turística da região.
- Bom Dia, Tristeza (1958) acompanha a jovem Cécile durante o verão na Riviera, com Deborah Kerr surgindo como nova paixão que muda a trajetória do pai boêmio vivido por David Niven.
- Pierrot le Fou (1965) é um road movie da Nouvelle Vague dirigido por Jean-Luc Godard, em que Belmondo e Anna Karina fogem de Paris ao Mediterrâneo em meio a sátira e estilo iconográfico.
- Dois no Caminho (1967) relembra viagens ao sul da França ao longo de uma década, com Audrey Hepburn e Givenchy em uma das narrativas sobre romance e deslocamentos pela região.
O Festival de Cannes, em sua 79ª edição que se estende até 23 de maio, serve de pano de fundo para uma seleção de filmes que evocam a Riviera Francesa. O conjunto busca captar o glamour da Côte d’Azur, dos cassinos de Monte Carlo aos beach clubs de Saint-Tropez. A curadoria traz títulos clássicos e contemporâneos que ajudam a imaginar a região em tela.
Entre referências icônicas e novas leituras, o recorte apresenta obras que traduzem o espírito sonhador da zona litorânea. Grace Kelly, Brigitte Bardot, Audrey Hepburn e outros nomes marcaram a região no cinema e, neste compilado, aparecem como inspiração para o imaginário do litoral francês.
Ladrão de Casaca
Alfred Hitchcock conduz uma história de glamour e suspense na Riviera, com Cary Grant como um ladrão de joias. A trama envolve uma viúva rica e a filha de uma mulher elegante, em meio a cenários luxuosos. Vestidos e paisagens à beira do Mediterrâneo compõem o charme do filme.
Grace Kelly brilha na narrativa, circulando por restaurantes, festas e estradas de penhasco em um conversível. O enredo explora a sedução do luxo e o perigo que o glamour pode esconder, em uma leitura que se tornou referência do cinema de época.
E Deus Criou a Mulher
Brigitte Bardot encarna uma jovem selvagem em Saint-Tropez, sob a direção de Roger Vadim. O filme destaca a dança, os portos pitorescos e as ruas de paralelepípedos da região, além das cenas de praia e das pedaladas pelas vias marítimas.
A obra ajudou a projetar a Côte d’Azur como cenário de turismo e desejo. Bardot tornou-se símbolo da época, associada à vida na região e ao despertar da vida social na moda e no cinema.
Bom Dia, Tristeza
Adaptação de Françoise Sagan, com a jovem Cécile vivendo o verão na Riviera. O filme mescla imagens de falésias e águas cintilantes com o romance que envolve o pai boêmio, trazendo contraste entre a atmosfera colorida da Côte d’Azur e a melancolia pessoal da protagonista.
O visual technicolor contrasta com a narrativa de amadurecimento, marcando a passagem de uma temporada ensolarada para dias mais sombrios que se estendem além da costa.
Pierrot le Fou
No road movie de Godard, Belmondo e Karina são amantes em fuga que cruzam o Mediterrâneo. As paisagens do litoral servem de cenário para uma história de fuga, crítica social e humor ácido, típica da Nouvelle Vague.
A moda colorida e a estética ousada contribuem para a construção de um filme que celebra a liberdade criativa do cinema francês. O contraste entre romance e subversão aparece de forma marcante.
Dois no Caminho
Um casal que simboliza a relação entre romance e deslocamento percorre a região ao longo de uma década. O casal desloca-se pela Riviera como cenário de encontros, dissabores e reflexões sobre a vida a dois.
O longa reúne atuações de destaque e cenas que reforçam o apelo visual da costa, com momentos de destaque para a moda, os cenários costeiros e a dinâmica entre os personagens.
Observação: o conteúdo base traz ainda referências a outros filmes e personalidades associadas à Riviera. A seleção destaca como a região foi imortalizada no cinema ao longo de décadas, mantendo a narrativa de glamour, desejo e luxo presentes em diferentes épocas.
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