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Animes no Brasil: público amplia-se além do nicho

Brasil é mercado relevante de anime, com 59,8% dos brasileiros assistindo semanalmente e Crunchyroll prevendo mais de setenta títulos na próxima temporada

Animes no Brasil: será que ainda é um conteúdo de nicho?
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  • 59,8% dos brasileiros assistem anime semanalmente, segundo o National Research Group, indicando que o conteúdo já é estável e relevante no entretenimento.
  • A Crunchyroll é a maior responsável por levar animes ao público brasileiro, com mais de 70 títulos previstos para a próxima temporada e lançamento simultâneo com o Japão.
  • O Brasil é o segundo maior mercado da Crunchyroll, com maioria de público entre millennials e geração Z.
  • O anime é visto como movimento cultural no país, com influência na moda, futebol e comida; a dublagem brasileira é muito apreciada, com mais de 50% dos espectadores preferindo o áudio em brasileiro.
  • Demon Slayer: Castelo Infinito teve pré-estreia no México, atraindo cerca de 30 mil pessoas; a Crunchyroll investe em estúdios de dublagem em eventos para aproximar fãs. O São Paulo Innovation Week começou no dia 13 de maio, em São Paulo.

Animes no Brasil deixam de ser nicho, aponta estudo e ganham espaço no entretenimento. O tema foi pauta no São Paulo Innovation Week, com a participação de Roberta Fraissat, diretora de marketing da Crunchyroll, e Raphael Severo, criador de conteúdos sobre anime. Dados do National Research Group (NRG) indicam que 59,8% dos brasileiros assistem anime semanalmente.

O evento destacou a Crunchyroll como principal ponte entre o público brasileiro e o universo anime, com mais de 70 títulos previstos para a próxima temporada. A plataforma também costuma lançar produções em simultâneo com o Japão, fortalecendo o cadence de lançamentos no país.

Roberta Fraissat ressaltou que o Brasil hoje é o segundo maior mercado da Crunchyroll, com maior presença de millennials e da geração Z. Ela enfatizou que a plataforma facilita o acesso aos animes, contribuindo para a popularidade do conteúdo no território.

Raphael Severo observou que a animação oferece uma forma de narrativa diferente, onde temas como traumas, medos e tempo ganham potência. Segundo ele, obras como Frieren demonstram profundidade além da nostalgia, ampliando a percepção do público sobre o gênero.

Brasil no centro da conversa

A discussão destacou a influência cultural recíproca entre Brasil e Japão. Fraissat apontou que o Brasil abriga a maior diáspora japonesa fora do Japão, refletindo o impacto do anime em moda, futebol e alimentação, além do entretenimento.

A dublagem brasileira foi apontada como elemento de conexão com o público, com preferência de mais de 50% dos espectadores pelo áudio em português. Fraissat citou ainda a pré-estreia de Demon Slayer no México, que recebeu 30 mil pessoas para acompanhar dubladores locais e internacionais.

O papel de estúdios móveis em eventos também foi citado como estratégia de aproximação com fãs. Os dubladores são vistos como “rockstars” que aproximam a produção do público, gerando engajamento durante visitas a eventos com estúdio de dublagem.

Por que assistir animes?

O debate destacou que a animação permite explorar universos e situações impossíveis no mundo real, o que vira uma fortaleza do formato. Raphael argumentou que o anime oferece uma experiência de imaginação aliada à arte, indo além da nostalgia.

A discussão enfatizou a diversidade de temáticas abordadas, incluindo abordagens profundas sobre sentimentos, tempo e identidade. O objetivo foi mostrar que os animes ocupam espaço estável e relevante no mercado de entretenimento brasileiro.

O SPIW 2026 segue em andamento na capital paulista, reunindo líderes, pesquisadores e investidores em tecnologia, ciência e cultura. O evento continua a fomentar debates sobre tendências e impactos do setor audiovisual no Brasil.

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