- Um ator registrou boletim de ocorrência após alegar agressão durante a gravação do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, no Memorial da América Latina, em são paulo.
- O grupo de segurança, descrito pelo ator como formado por “policiais estrangeiros”, teria levado o ator até a saída após ele participar de uma revista na entrada do set.
- Segundo o relato, houve chamariz de ser chamado de “ladrão” e, ao retornar ao set para pegar pertences, o ator foi surpreendido por um soco e um tapa durante a abordagem.
- Documentos médicos da UPA apontam pequeno ferimento na região frontal da cabeça, com menos de um centímetro. A Secretaria da Segurança Pública abriu inquérito para investigar o caso.
- A produtora Go Up Entertainment não se manifestou até a última atualização; a notícia também acompanha apuração de irregularidades envolvendo contratos ligados a entidades associadas à produção do filme.
Um ator registrou boletim de ocorrência após dizer ter sido agredido durante as gravações do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, no Memorial da América Latina, Zona Oeste de São Paulo. O suposto ataque ocorreu na entrada do set, durante revista de segurança.
Segundo o relato, a revista foi realizada por homens que teriam se apresentado como policiais, por tratar-se de uma produção estrangeira. O ator afirma que um segurança americano puxou sua blusa, pediu que deixasse o local e o chamou de ladrão.
O documento de ocorrência descreve que, ao retornar ao set para pegar pertences, o ator foi encarado por um segurança que apontou o dedo. Em seguida, ele relata ter empurrado o segurança para se defender, ocorrendo um tapa na mão e, depois, um soco no rosto e na testa.
Um laudo médico da UPA aponta um pequeno ferimento na região frontal da cabeça, com menos de 1 centímetro. A SSP informou que existe um inquérito em aberto para investigar o caso.
A produtora Go Up Entertainment ainda não se manifestou sobre o ocorrido. O Ministério Público de São Paulo abriu investigação para apurar irregularidades em contratos envolvendo a Prefeitura de São Paulo e a ONG Instituto Conhecer Brasil, ligada à produtora do filme.
A apuração do MP mira um contrato de R$ 108 milhões para implantação de pontos de wi‑fi público em áreas periféricas, firmado pela Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia com o ICB. O acordo tem como sócia a empresária Karina Ferreira Gama.
Karina Gama é indicada como sócia única do Instituto Conhecer Brasil e também da Go Up Entertainment LTDA, empresa produtora de Dark Horse. As companhias compartilham endereço em São Paulo e integram um conjunto de entidades sob a gestão de Karina Gama.
O ICB também recebeu R$ 2 milhões em emendas parlamentares do deputado federal Mário Frias, produtor executivo e roteirista do filme. A destinação dessas emendas está no centro de apuração no STF, que pediu explicações ao parlamentar.
Flávio Dino determinou a abertura de apuração preliminar para investigar as emendas ligadas a entidades associadas à produtora do filme sobre o ex-presidente. A medida acompanha ações de deputados que questionam esse uso de recursos públicos.
Entre as entidades citadas na investigação, além do ICB, estão a Academia Nacional de Cultura e a Conhecer Brasil Assessoria, além da Go Up Entertainment. O foco é entender o fluxo financeiro e a relação entre as empresas envolvidas.
As informações foram atualizadas até o momento deste texto. As autoridades seguem coletando provas e ouvindo envolvidos para esclarecer as circunstâncias do ocorrido no set, bem como a natureza das supostas irregularidades em contratos públicos.
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