- O Espaço Petrobras de Cinema desativou o anexo e o Café Fellini na última quinta-feira (14) por ordem de reintegração de posse da Justiça de São Paulo; salas 4 e 5 e o Café estão fechados, enquanto as salas 1, 2 e 3, na Rua Augusta, 1475, seguem funcionando.
- A reintegração ocorre no âmbito de um processo judicial em andamento; o cinema informou que está adotando todas as medidas legais cabíveis para reverter a decisão o mais rápido possível.
- O anexo fica em um casarão da década de 1930, adquirido por incorporadora que pretende demolir o imóvel para erguer uma torre residencial; a disputa judicial já dura cerca de três anos.
- O Espaço Petrobras destaca que o imóvel está enquadrado como Zona Especial de Preservação Cultural — Área de Proteção Cultural (ZEPEC-APC), conforme resolução do Conpresp.
- A desocupação gerou mobilização de frequentadores desde 2022; a fundadora Patrícia Durães lamentou a perda do espaço, que antes abrigava o antigo Instituto Goethe; o comunicado reafirma o compromisso com o cinema de rua e a memória cultural da cidade.
O Espaço Petrobras de Cinema informou, por meio de nota oficial, que a reintegração de posse do anexo ocorreu na quinta-feira (14), em São Paulo, no âmbito de um processo ainda em tramitação. Como consequência, as salas 4 e 5 e o Café Fellini tiveram as atividades suspensas.
As salas 1, 2 e 3, localizadas na Rua Augusta, 1475, seguem funcionando normalmente. O comunicado reforça que a reintegração é parte de uma ação judicial em curso e que o espaço já adota medidas legais para buscar a reversão da decisão.
O anexo fica em um casarão da década de 1930, adquirido por uma incorporadora que planeja demolir o imóvel para erguer uma torre residencial. A disputa judicial já dura cerca de três anos.
O Espaço Petrobras destaca o valor histórico do imóvel, que está enquadrado na ZEPEC-APC, conforme resolução do Conpresp. O objetivo institucional é preservar a memória cultural associada ao cinema de rua.
Patrícia Durães, fundadora, lamentou publicamente a desocupação e afirmou que o anexo é um patrimônio afetivo da cidade. O prédio já abrigou o antigo Instituto Goethe, relevante para a formação de cineastas no Brasil.
Durante a retirada, equipes especializadas removeram poltronas e projetores com cuidado para evitar danos aos equipamentos. O fechamento do anexo gerou mobilização entre cinéfilos e apoiadores desde a venda do imóvel em 2022.
O cinema afirma continuar buscando soluções rápidas por meio dos meios legais cabíveis. Em nota, a instituição reforça o compromisso com uma cidade culturalmente diversa e com experiências coletivas ligadas ao cinema de rua.
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