- O filme Dark Horse, com Jim Caviezel, é um thriller biográfico sobre Jair Bolsonaro, anunciado como batalha contra um establishment corrupto.
- O senador Flávio Bolsonaro confirmou financiamento do projeto com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso em março por suspeita de fraude multibilionária; ele afirma que o acordo não está ligado à investigação.
- Documentos e mensagens divulgados pelo The Intercept Brasil mostram suposta promessa de Vorcaro de US$24 milhões para o filme, com metade já paga; a GOUP Entertainment nega ter recebido recursos dele.
- O senador disse que Vorcaro deixou de honrar parcelas do contrato e que, por isso, buscaram outros investidores; a produção afirma ter mais de dez investidores.
- Dark Horse está previsto para setembro e pode ser um dos filmes brasileiros mais caros já feitos, com estimativas de orçamento potencialmente superiores a US$16 milhões.
O filme Dark Horse, estrelado por Jim Caviezel e centrado na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi anunciado como um thriller político que aborda a batalha do líder de direita contra um establishment considerado corrupto. A produção, da GOUP Entertainment, envolve informações sobre financiamento privado para o projeto.
Nesta semana, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou ter garantido apoio financeiro de Daniel Vorcaro, preso em março sob suspeita de chefiar um esquema de fraude multibilionário. O senador afirma que o contrato com Vorcaro não está ligado à investigação em curso pela Polícia Federal.
Flávio Bolsonaro disse que o objetivo era captar patrocínio privado para um filme privado sobre a história do pai. Segundo o senador, o encontro com o banqueiro ocorreu antes da divulgação da investigação e ele nega qualquer vantagem recebida em troca.
Desdobramentos e versões conflitantes
O caso envolve o Banco Master, ligado a Vorcaro, cuja atuação tem sido tema de disputas políticas e posicionamentos de adversários. O senador havia negado ligações com Vorcaro, que é apontado pela polícia em investigação de suborno a reguladores e fraude a investidores.
Em entrevista, Flávio Bolsonaro afirmou que as tentativas de ligar Bolsonaro ao caso são parte de narrativas da esquerda, e citou uma reunião anterior entre Vorcaro e o presidente Lula como evidência de que o foco não é o ex-parlamentar. Pesquisas indicam que ambos aparecem próximos nas cotações de intenção de voto.
Custos, produção e atualização do orçamento
Documentos divulgados pelo Intercept Brasil apontam promessa de 24 milhões de dólares para o filme, com metade já quitada, segundo fontes da investigação. A GOUP Entertainment respondeu que o filme tem mais de 10 investidores e que Vorcaro não aportou recursos diretos.
A produção informou que Flávio Bolsonaro contatou investidores privados, e que Vorcaro deixou de honrar parcelas do contrato, levando a busca por novas fontes de financiamento. Dark Horse está programado para estreia em setembro, um mês antes das eleições.
Contexto e referências da indústria
O diretor Cyrus Nowrasteh descreveu o projeto como um thriller político tenso sobre poder, mídia e fé. Caviezel publicou, nas redes, mensagens de fim de ano desejando votos de apoio a Bolsonaro, sem comentário direto sobre o financiamento.
Representantes de Caviezel e do diretor não responderam a pedidos de comentário. A Reuters não confirmou se houve reunião específica entre Caviezel e Vorcaro. A cobertura atual destaca a complexidade das relações entre cinema, política e financiamento privado no Brasil.
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