- Mateus Solano, 45, atua em Juntas e Separadas (Globoplay) e está em cartaz com O Figurante, em temporada em São Paulo até 26 de julho.
- No papel de ex-marido da personagem de Luciana Paes, ele comenta a importância de homens ouvirem as mulheres e abandonarem papéis tradicionais.
- Sobre redes sociais, o ator diz que a ilusão de conexão pode afastar as pessoas e atrapalhar a experiência no teatro, citando o episódio de retirar o celular de uma espectadora.
- Em relação à inteligência artificial, ele teme uso de vozes e rostos por ferramentas digitais sem remuneração justa e preocupa-se com o impacto na criatividade humana.
- Solano também fala sobre sustentabilidade, comenta práticas como compostagem e uso de energia solar, e confirmou a separação de Paula Braun em setembro de 2025, mantendo parceria na criação dos filhos.
Mateus Solano, conhecido por seu trabalho em televisão e no palco, comenta a relação entre tecnologia e comportamento humano em entrevistas recentes. Em cartaz com a peça O Figurante, ele também atua na série Juntas e Separadas, do Globoplay, explorando temas de relações modernas e vida após os 40.
O ator brasiliense, de 45 anos, defende que homens aprendam a ouvir as mulheres e abandonem papéis históricos que associam masculinidade à força. Para Solano, o debate sobre violência doméstica é urgente e exige uma mudança estrutural na maneira de encarar gênero.
Solano também anunciou recente mudança pessoal: em setembro de 2025, encerrou 17 anos de relacionamento com a atriz Paula Braun. O comunicado sinalizou que a união se transformou, mantendo a parceria para filhos e projetos profissionais futuros.
Celular no teatro
Em O Figurante, Solano discorre sobre a relação entre redes sociais, aparência e desconexão. Ele sustenta que as redes foram criadas para aproximar, mas acabam afastando as pessoas. O ator ressalta a importância de preservar o momento teatral e evitar distrações constantes.
O artista relembra o episódio de outubro passado em que retirou o celular de uma espectadora durante uma apresentação. Disse ter visto aquele gesto como oportunidade de abrir debate sobre o comportamento do público no palco.
Solano admite usar o celular mais do que gostaria, descrevendo-se como viciado. Afirma buscar momentos longe do aparelho, valorizando a experiência humana e o tempo dedicado à arte. Enfatiza que a vida acontece fora das telas e que o uso excessivo pode prejudicar o público presente.
Inteligência Artificial assusta
Sobre a evolução do trabalho, o ator aponta a inteligência artificial como tema de preocupação. Critica a circulação de conteúdos sem remuneração adequada e expressa apreensão com usos de vozes e rostos por ferramentas digitais sem controle.
Solano teme um possível atrofiamento humano diante da tecnologia. Embora reconheça o potencial criativo da IA, avalia que muitos casos substituem processos criativos, deixando profissionais menos preparados para desenvolver habilidades próprias.
Nosso planeta
Em relação ao meio ambiente, o ator destaca hábitos que incorporou à vida cotidiana, como compostagem, uso de energia solar, carro híbrido, separação de lixo e redução de plástico. Também evita trabalhar em comerciais de empresas com baixa preocupação ambiental.
Solano afirma não se considerar uma pessoa polêmica, mas observa que alinhar-se ao bem coletivo pode gerar interpretações diferentes sobre suas posições. Entre leituras recentes, cita Shakespeare, García Márquez e Guimarães Rosa como inspirações para projetos futuros.
O ator comenta ainda sobre leitura e estudo longe do celular, destacando que temas como literatura clássica e obras nacionais alimentam seu interesse por novos projetos. O momento atual, segundo ele, demanda equilíbrio entre tecnologia, arte e responsabilidade social.
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