- O Rio de Janeiro quer se firmar como polo global de filmagens, aproveitando o destaque do cinema brasileiro em 2025 e os prêmios em Cannes.
- Em Cannes no ano anterior, Kleber Mendonça Filho ganhou Melhor Direção por O Agente Secreto, e Wagner Moura ganhou Melhor Ator, ambos inéditos para o Brasil; ainda assim, o país conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional com Ainda Estou Aqui.
- No Cannes deste ano, o Brasil amplia presença industrial com a RT Features em destaque e coproduções como Paper Tiger, dirigida por James Gray, com elenco de Adam Driver e Scarlett Johansson; cinco projetos em pós-produção integram o programa Goes to Cannes pela RioFilme.
- A estratégia do Rio não é apenas artística: a cidade busca atrair grandes produções com incentivos financeiros, infraestrutura e apoio logístico, incluindo cash rebate de até 35% dos gastos pela RioFilme.
- A líder de programação do Festival do Rio afirma que o Brasil ganhou reconhecimento internacional e que o Rio pode se tornar um polo preferencial do audiovisual, valorizando sua identidade cultural e paisagens únicas.
O Rio de Janeiro mira se consolidar como polo global de produção audiovisual, capitalizando o prestígio recente do cinema brasileiro no circuito internacional. A estratégia vem em meio a um 2025 histórico, marcado por conquistas brasileiras em Cannes e pelo Oscar de Ainda Estou Aqui.
No Cannes do ano passado, o Brasil teve destaque: Kleber Mendonça Filho ganhou Melhor Direção por O Agente Secreto, e Wagner Moura venceu como Melhor Ator pelo mesmo filme. O país também celebrou o primeiro Oscar de Melhor Filme Internacional com Ainda Estou Aqui.
A reportagem do The Hollywood Reporter aponta que representantes da indústria brasileira promovem o Rio nos bastidores do festival francês, apresentando a cidade como futuro polo de filmagens. A diretora-executiva de programação do Festival do Rio, Ilda Santiago, enfatiza o interesse mundial em receber equipes criativas.
Ilda destaca que o reconhecimento atual é fruto de décadas de resistência e amadurecimento da produção nacional. Ela afirma que a criatividade brasileira persiste mesmo em tempos difíceis e que as histórias do país alcançam o público global.
A executiva acredita que a nova geração de cineastas provou o potencial de alcance internacional das obras brasileiras, fortalecendo a confiança de produtoras estrangeiras. Em Cannes, a presença do Brasil também é reforçada pela atuação da indústria com projetos relevantes.
Brasil chega forte a Cannes
A participação brasileira em Cannes inclui a RT Features liderando movimentos com produções em destaque, como La Perra, com a atuação de Selton Mello, na Quinzena dos Cineastas. Na competição principal, aparece Paper Tiger, coprodução dirigida por James Gray e com elenco de destaque internacional.
Cinco projetos brasileiros em pós-produção foram selecionados para o programa Goes to Cannes, apoiado pela RioFilme. Entre eles estão a cinebiografia Carolina Maria de Jesus, de Jeferson De, e o drama Beyond the Edge.
Incentivos e estrutura
A estratégia do Rio envolve incentivos financeiros, infraestrutura e apoio logístico para atrair grandes produções. Dados do setor apontam 28 produções internacionais no último ano na cidade, com participação relevante na arrecadação do cinema nacional.
O sistema de cash rebate da RioFilme pode devolver até 35% dos gastos das produções. Além disso, há abertura para acordos especiais de coprodução conforme o projeto, incluindo apoio a locação, estúdios e equipamentos.
A cidade já virou cenário de grandes produções internacionais, como Velozes e Furiosos 5: Operação Rio e O Incrível Hulk. O discurso em Cannes enfatiza ainda a identidade cultural do Rio, ligado ao Cinema Novo e à diversidade de paisagens que atraem produções globais.
A ideia é tornar o Rio um espaço cinematográfico único, mantendo a referência do cinema brasileiro e ampliando o peso da cidade no cenário audiovisual mundial.
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