- Dark Horse é um filme que retrata a facada em Jair Bolsonaro e sua ascensão à presidência, incluindo personagens como Lula, Damares Alves e Michelle.
- O projeto teve patrocínio do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que enfrenta acusações de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa.
- Na trama, o presidente Lula aparece apenas em imagens de arquivo e citações, sem interação direta com personagens; há referências durante diálogos.
- Damares Alves é representada por uma personagem chamada Dolores, que entrega “pílulas mágicas” a Bolsonaro para ajudar na recuperação, em cenas que envolvem hospital e debate.
- Há ainda o enredo de Aurélio Barba, inspirado no atentado contra Bolsonaro, com menções a ligações com grupos de esquerda e uso de drogas, além de uma cena em que Zico, um figura da equipe, defende apoiadores durante agressão externa, acompanhado de música e violão.
O filme Dark Horse, que narra a facada em Jair Bolsonaro e a sua ascensão à presidência, apresenta uma galeria de figuras políticas, entre elas Lula, Damares Alves e Michelle Bolsonaro. O enredo é acompanhado por referências a episódios históricos e cenas ficcionais que integram o arco do protagonista.
A produção tem como patrocinador Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que enfrenta investigações envolvendo lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. A informação foi confirmada por fontes do veículo, com acesso a uma versão atualizada do roteiro.
O Globo teve acesso ao material e mapeou passagens da trama que citam o então presidente Lula apenas por meio de imagens de arquivo e falas de personagens, sem que o líder figure como personagem ativo. O texto descreve, ainda, tensões políticas que permeiam o contexto da narrativa.
Aurélio e a ligação com grupos de esquerda
Na história, o atacante que originou o crime aparece sob o nome ficcional Aurélio Barba, apresentado como alguém com passado de militância e ligações com diversos grupos de esquerda. O roteiro sugere que a motivação do ataque estaria conectada a esse histórico.
Em trechos da trama, Aurélio revela ter passado por diferentes frentes políticas, incluindo referências a um grupo denominado F.L.P. e a ligações com correntes de esquerda. A narrativa associa o personagem a uma possível participação de partidos como PSOL e PT, segundo investigações de personagens da trama.
Damares Alves e as pílulas milagrosas
A ex-ministra Damares Alves é representada como Dolores, uma figura mística que oferece ao protagonista pílulas descritas como protetoras. Em cenas, Bolsonaro consome as pílulas em meio a um ritual de apoio religioso, com a narrativa sugerindo que tais itens teriam efeitos na recuperação do personagem.
A história também envolve o hospital e uma enfermaria misteriosa, com o enredo sugerindo que as substâncias podem ter contribuído para a sobrevivência ou para o desempenho do personagem em momentos estratégicos da narrativa.
A atuação teatral e o desfecho da recuperação
Outro ponto relevante envolve a арoação de Gilson Machado, aqui representado por Zico, um membro da equipe de Bolsonaro que atua na linha de frente da campanha e da recuperação. O roteiro descreve Zico desempenhando funções musicais durante a vigília de apoiadores, além de se envolver em confrontos com opositores.
Durante uma sequência de ataque a apoiadores no entorno do hospital, Zico utiliza o violão como recurso defensivo em cena improvisada, num momento que a produção descreve como um confronto entre forças pró e contrárias ao ex-presidente.
Contexto, produção e verificação
A divulgação de trechos do roteiro e a identificação de personagens se concentram na tentativa de oferecer uma leitura do tom da obra. Profissionais ligados à produção foram consultados para validar informações, mantendo o foco em fatos apresentados pelo material divulgado.
A reportagem ressalta que o filme utiliza ficção para explorar temas políticos, sem reproduzir a realidade de pessoas reais de forma direta. As informações são apresentadas com base no material disponível e nas análises de quem participou da produção.
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