- Adam Driver disse, em Cannes, que não comentará as alegações de Lena Dunham sobre seu comportamento no set e que deixará tudo para o livro dele.
- Dunham, em Famesick, descreve incidentes no set de Girls, incluindo Driver supostamente sendo “ verbalmente agressivo” e arremessando uma cadeira após ela esquecer as falas durante uma ensaio noturno.
- A autora também relata a primeira cena de sexo entre os personagens, dizendo que o bloqueio saiu do previsto e que Driver a teria “arremessado” para todos os lados.
- Driver não havia se pronunciado publicamente antes; as declarações foram feitas durante a coletiva de imprensa de Paper Tiger, drama policial ambientado na década de oitenta, dirigido por James Gray.
- Paper Tiger, que tem Driver e Miles Teller, concorre à Palma de Ouro; Scarlett Johansson não participou da première e da coletiva por agenda.
Adam Driver respondeu pela primeira vez às acusações feitas por Lena Dunham sobre seu comportamento no set de Girls, em meio às polêmicas trazidas pela MEMÓRIA Famesick. Em Cannes, o ator pediu a imprensa para aguardar as declarações do livro, gerando risos na sala.
Dunham relata em Famesick episódios de tensão na produção da série da HBO, exibidos entre 2012 e 2017. Segundo a autora, houve momentos de agressividade verbal e situações de risco durante ensaios noturnos, além de descrições de uma cena de sexo em que bloqueios cênicos teriam saído do controle.
Driver, atualmente indicado a Oscars por trabalhos como BlacKkKlansman e Marriage Story, não havia se pronunciado publicamente sobre as acusações até o momento. O silêncio do ator manteve-se até a entrevista coletiva em Cannes, quando ele afirmou que não comentaria o assunto e que deixaria tudo reservado para seu próximo livro.
Paper Tiger em foco e elenco
Em Cannes, o foco da imprensa também recaiu sobre Paper Tiger, novo filme de James Gray ambientado nos anos 1980. O drama criminal reúne Driver e Miles Teller, com participação de Scarlett Johansson, que não compareceu à premiere por agenda conflitada. O filme acompanha dois irmãos envolvidos em um esquema com a máfia russa.
James Gray utilizou o espaço para abordar, de forma crítica, o capitalismo moderno e a dominância do mercado na era contemporânea. O cineasta colocou a narrativa em 1986 para simbolizar o início de uma lógica econômica que, em sua visão, privilegia o lucro acima de outros valores.
Outros comentários na Croisette
Durante a coletiva de imprensa, o cineasta também mencionou a cidade de Cannes como palco de debates sobre ética e poder, sem entrar em julgamentos diretos. Javier Bardem, presente em outra sessão, tratou de temas como masculinidade tóxica, comentando a atuação de líderes globais de forma contundente. As falas destacaram o tom crítico adotado pelo festival em diferentes frentes.
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