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Cate Blanchett critica fim prematuro do MeToo no Cannes

Cate Blanchett afirma que o MeToo foi morto rapidamente, destacando abuso sistêmico e desigualdade de gênero ainda presentes em sets de filmagem

A atriz e produtora australiana Cate Blanchett na 79ª edição do Festival de Cannes
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  • Cate Blanchett afirmou, em Cannes, que o movimento #MeToo “foi morto de forma muito rápida”, destacando que denunciou abusos sistêmicos em diversas indústrias.
  • A atriz participou de uma conversa mediada pelo jornalista Didier Allouch, ressaltando que, se não se identifica o problema, não se consegue resolvê-lo.
  • Blanchett mencionou a contagem de equipe em sets: diariamente, há 10 mulheres e 75 homens trabalhando pela manhã.
  • Ela lembrou que o movimento ganhou força em 2017 entre atrizes de Hollywood e relembrou sua atuação como presidente do júri de Cannes em 2018, quando liderou uma marcha de mulheres.
  • A marcha contou com a participação de nomes como Kristen Stewart e Agnès Varda, reunindo 82 mulheres em defesa da participação feminina no cinema, em contraste com o número de diretores presentes na competição.

Cate Blanchett participou de uma conversa em Cannes na 79ª edição do festival e afirmou que o movimento #MeToo foi “morto de forma muito rápida”. A fala ocorreu durante um debate com moderação do jornalista Didier Allouch, na cidade de Cannes, França, neste mês de maio. A atriz destacou que o movimento evidenciou uma camada sistêmica de abuso que vai além da indústria do cinema.

Ela contou ainda que, em seus sets, a disparidade persiste: diariamente, 10 mulheres convivem com 75 homens no início das gravações. Segundo Blanchett, as piadas repetitivas sobre gênero acabam tornando o ambiente de trabalho entediante e afetam o desempenho da equipe.

Contexto do MeToo em Cannes

A atriz foi presidente do júri de Cannes em 2018, quando liderou uma marcha de mulheres que subiu as escadarias do Palais des Festivals. Na ocasião, o protesto reuniu 82 participantes, número que Blanchett relacionou à quantidade de diretoras competindo no festival à época, em contraste com 1.866 diretores no mesmo período.

Ela explicou que a mobilização reuniu profissionais como roteiristas, produtoras, diretoras, atrizes, diretoras de fotografia, agentes e demais integrantes das artes cinematográficas. A sequência de ações buscou ampliar a presença feminina e o equilíbrio de oportunidades no cinema.

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