- O orçamento de Dark Horse ficou em R$ 134 milhões, valor que Eduardo Bolsonaro chamou de “até barato” frente padrões de Hollywood.
- O montante equivale a cerca de US$ 24 milhões, o que daria para financiar, isoladamente, parte dos últimos 20 indicados ao Oscar de melhor filme.
- A origem dos recursos está sendo apurada pelo STF e pela Polícia Federal, com foco em divergências entre congressistas, a empresa ligada à produtora e o financiador Havengate Development Fund LP (Texas).
- O banqueiro Daniel Vorcaro repassou R$ 62 milhões ao projeto entre fevereiro e maio de 2025, mas as transações foram interrompidas após a prisão dele; Flávio Bolsonaro pediu CPI do Banco Master, enquanto Eduardo afirma não ter participado de encontros com Vorcaro.
- O filme tem Cyrus Nowrasteh como diretor e Jim Caviezel no papel de Jair Bolsonaro; Eduardo afirma ter desembolsado US$ 50 mil do próprio bolso para manter a contratação do diretor, valor que, segundo ele, foi devolvido pela produtora GoUp.
O orçamento previsto de 134 milhões de reais para o filme Dark Horse, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro, foi defendido pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Em entrevista, ele afirmou que o valor não é excessivo e poderia ser considerado baixo para a indústria de Hollywood.
Dados comparativos mostram que 134 milhões de reais equivalem a cerca de 24 milhões de dólares, valor que, segundo Eduardo, seria suficiente para bancar facilmente alguns filmes premiados nos últimos anos. Ele citou produções internacionais com orçamentos menores que já venceram o Oscar.
O filme tem gerado polêmica por divergências sobre a origem dos recursos. Há apurações no STF ligadas a emendas de parlamentares bolsonaristas a uma empresa ligada à produtora. A Polícia Federal investiga, entre outros pontos, o fluxo de dinheiro envolvendo o Banco Master.
A investigação foca no Havengate Development Fund LP, fundo com sede no Texas, cuja gestão é vinculada a um advogado próximo a Eduardo. Investigadores tentam esclarecer se os recursos somente financiaram o filme ou também financiaram a estadia do ex-deputado nos EUA.
Eduardo Bolsonaro afirmou que só aportou, de forma pessoal, 50 mil dólares, assumindo o risco do contrato com o diretor Nowrasteh, e que o restante foi coberto pela produtora GoUp. Ele sustenta que houve devolução direta do valor pela empresa, sem intermediação do fundo texano.
O caso também envolve o senador Flávio Bolsonaro. Em nota, ele defende a criação de uma CPI do Banco Master, destacando que o financiamento não envolve verbas públicas nem lei de incentivo. Flávio negou ter oferecido vantagens ou intermediação com o governo.
A defesa de Daniel Vorcaro, empresário e investidor ligado ao Banco Master, informou que não comenta o caso. A investigação continua para esclarecer origens, destino dos recursos e possíveis irregularidades no financiamento do filme.
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