- Paper Tiger, novo filme de James Gray produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, estreou no Festival de Cannes no sábado, 16 de maio, recebendo aplausos de mais de sete minutos.
- O thriller acompanha dois irmãos que buscam o sonho americano em Nova York, em 1986, e acabam envolvidos com a máfia russa.
- O enredo é apresentado como uma possível continuação de Armageddon Time, mas progrediu para uma história mais ficcional, explorando família, lealdade e escolhas difíceis.
- Scarlett Johansson, que não pôde ir a Cannes, foi contatada por Gray durante o standing ovation, mas não atendeu a ligação.
- Nesta edição, apenas dois filmes americanos competem, com grandes estúdios ausentes da mostra oficial, sinalizando uma participação mais contida de Hollywood.
O filme Paper Tiger, dirigido por James Gray e produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, estreou no Festival de Cannes neste sábado. Protagonizado por Adam Driver, Miles Teller e Scarlett Johansson, o thriller acompanha dois irmãos que tentam o sonho americano e se veem envolvidos com a máfia russa. A reação da plateia foi de aplausos por mais de sete minutos.
A obra, ambientada em Nova York em 1986, foca em Gary, ex-policial que propõe ao irmão Irwin a criação de uma empresa de consultoria para apoiar uma companhia de despoluição de um canal da cidade. Entre vínculos familiares, surgem conflitos que conduzem a uma trajetória trágica. Johansson interpreta Hester, a mulher de Irwin.
Gray retorna aos temas que lhe são caros, como família e lealdade, com uma narrativa que equilibra ação e drama familiar, lembrando tragédias gregas. O cineasta, natural de Nova York, já tratou desses temas em trabalhos anteriores, incluindo Little Odessa, e disputa pela sexta vez a Palma de Ouro.
Tapete vermelho
A presença de Gray e dos atores no tapete vermelho de Cannes repercutiu fortemente. Johansson, envolvida em um reboot de O Exorcista, não compareceu à ocasião; Gray ligou para ela durante o aplauso, mas a atriz não atendeu.
A participação de Hollywood na edição 79 é discreta, com apenas dois filmes americanos na competição oficial, ambos de produção independente. Além de Paper Tiger, estreia The Man I Love, de Ira Sachs, com Rami Malek e roteiro assinado pelo brasileiro Maurício Zacharias, no dia 20.
Nesta edição, grandes estúdios de Hollywood não apresentam lançamentos recentes na Croisette, um movimento visto como estratégia de racionalização de promoção. Em abril, Thierry Frémaux destacou a presença de um cinema independente, à margem de Los Angeles, dentro do festival.
Filmes de domingo
Neste domingo, mais três títulos entram na disputa pela Palma de Ouro. Moulin, do húngaro László Nemes, retrata a prisão de Jean Moulin em 1943 e o confronto com Klaus Barbie, chefe da Gestapo em Lyon.
Garance, dirigido pela francesa Jeanne Herry, mostra a história de uma jovem atriz com problemas de alcoolismo, em uma produção que marca a estreia da diretora na competição oficial. Adèle Exarchopoulos integra o elenco.
Hope, do sul-coreano Hong Jin-na, apresenta um vilarejo do interior da Coreia do Sul ameaçado por incêndios florestais, em primeira participação do diretor na disputa pela Palma de Ouro.
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