- Antonio Fagundes volta às novelas na Globo em Quem Ama Cuida, ao mesmo tempo em que atua e dirige peças em São Paulo.
- A peça Sete Minutos reúne debate sobre plateia e palco, abordando a dificuldade atual de manter a atenção do público e a importância de não interromper o espetáculo.
- O ator defende que não há entrada permitida após o início da apresentação e não devolve o ingresso, prática que já lhe rendeu processos.
- Fagundes critica o modelo de contratação por obra e a perda de contratos longos, destacando a necessidade de equipes estáveis para produções de grande alcance.
- Em entrevista, ele comenta avanços tecnológicos, direitos de intérpretes e o retorno à televisão após sete anos, com o personagem Arthur Brandão em Quem Ama Cuida morrendo nos primeiros 13 capítulos.
Antonio Fagundes intensifica a sua atuação nos palcos contra atrasos e desrespeito na entrada de espetáculos. Em meio a críticas, ele mantém a regra de não reentradas após o início e não devolve ingresso. A medida visa valorizar o público presente.
O ator também está de volta à TV em Quem Ama Cuida, nova novela da Globo, gravada no Rio de Janeiro. Paralelamente, atua na peça Dois de Nós, com Christiane Torloni, e dirige Sete Minutos, em São Paulo.
Sete Minutos, montagem que dirige, aborda a relação entre plateia e palco. O elenco já iniciou ensaios abertos, com estreia marcada para o dia 21 no Cultura Artística, em SP. Os ingressos variam a partir de R$ 120.
Debate sobre modelagem de trabalho no audiovisual
Fagundes discute o fim dos contratos fixos e a adoção de pagamento por obra. Ele afirma que a produção de longas e novelas exige uma equipe estável, comparando o processo a uma orquestra que precisa de ensaio contínuo para manter qualidade.
O ator critica o modelo de contratação atual, defendendo escalas estáveis e planejamento de equipe. Segundo ele, mudanças rápidas prejudicam a consistência de produções com muitos capítulos e equipes diversas.
Sobre a IA, Fagundes aponta desafios de direitos autorais e clonagem de intérpretes. O ator enxerga riscos para o mercado brasileiro, mas ressalta que o teatro permanece como espaço humano e essencial.
Em relação ao futuro de Quem Ama Cuida, o personagem interpretado por Fagundes surge nos primeiros capítulos e terá desfecho trágico. A narrativa integra uma enchente como cenário inicial da trama.
A entrevista também aborda a atuação de Fagundes como nome consolidado da televisão brasileira. Ele comenta a percepção pública sobre o status de galã e o papel do público na definição de imagem no palco e na tela.
O ator relembra a prática de reunir colegas para discutir direitos da classe, processo que enfrentou dificuldades para manter. Ainda assim, ele afirma manter o diálogo com colegas para fortalecer a atuação nacional.
O retorno à Globo após sete anos de afastamento envolve conciliar gravações na novela com trabalhos teatrais em São Paulo. A agenda atual inclui direção, produção e atuação, com compromissos até o fim do ano.
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