- Pedro Almodóvar apresenta Natal Amargo em Cannes, sua sétima disputa pela Palma de Ouro.
- O filme acompanha Raúl Durán, cineasta em crise criativa, que começa a escrever inspirado pelas inconstâncias de alguém próximo.
- O ator Leonardo Sbaraglia vive o alter ego do diretor; Almodóvar já destacou que o ator carrega a mensagem visual do filme.
- A competição inclui nomes como Hirokazu Kore-eda e Cristian Mungiu, ambos já com Palma de Ouro no currículo.
- Além de Natal Amargo, a Palma de Ouro conta com obras como Fatherland, El Ser Querido e a sul-coreana Hope, destacada pela produção e pelo orçamento.
Pedro Almodóvar entrega nesta terça-feira 19/5 o longa Natal Amargo no Festival de Cannes, entrando pela sétima vez na disputa pela Palma de Ouro. O filme acompanha um cineasta em crise criativa e entra na mostra como uma das estreias mais aguardadas do festival.
A história acompanha Raúl Durán, diretor reconhecido que perde as ideias. Ao passar a escrever, ele busca inspiração em uma relação próxima, o que molda a narrativa e o tom da produção. O elenco é encabeçado pelo argentino Leonardo Sbaraglia, que integra o elenco como o alter ego do diretor.
Almodóvar, reconhecido por filmes de imagem cuidadosa e cores marcantes, volta a Cannes com uma obra que enfatiza o papel do ator na condução da história. Em entrevistas, o cineasta destacou a importância dos intérpretes para transmitir a mensagem.
Proposta e elenco
Sbaraglia descreve o personagem como uma figura que mistura referências artísticas, com o diretor atuando como uma moldura criativa. A produção é apresentada como uma leitura sobre criatividade, inspiração e o peso da relação com quem está próximo.
O filme marca a presença contínua de Almodóvar na competição, que já disputou a Palma de Ouro em seis ocasiões. Embora tenha recebido reconhecimentos anteriores, a Palma de Ouro ainda não lhe pertence, mantendo a expectativa em torno deste novo título.
Outras disputas de Cannes
Já exibidos, outros títulos têm recebido elogios e gerado debates entre críticos. Entre eles está Fatherland, do diretor Paweł Pawlikowski, que retrata o retorno de um escritor à Alemanha de 1949, em meio a um país em reconstrução e tensões ideológicas.
El Ser Querido, de Rodrigo Sorogoyen, com Javier Bardem, também se destacou pela atuação de Bardem ao retratar um cineasta enfrentando dilemas pessoais na relação com a filha. O festival também destacou a superprodução sul-coreana Hope, considerada por alguns como a obra mais cara já produzida no país, marcada por cenas de ação intensas.
Entre os títulos em competição, La Bola Negra, da dupla espanhola Javier Ambrossi e Javier Calvo, com participação de Penélope Cruz, aparece como mais uma aposta de peso na seleção oficial. Thierry Frémaux, delegado-geral do evento, ressaltou que a atriz tem participação breve, porém marcante na trama.
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